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Denúncia do MPRS contra prefeito de Bagé e outras oito pessoas, a partir de investigação no âmbito da Operação Factótum, é recebida pela Justiça

"Essa é uma denúncia antiga e requentada, uma ação vingativa do Ministério Público por termos aberto o comércio e vacinarmos a segurança pública em Bagé", disse Divaldo Lara

Em sessão telepresencial realizada nesta quinta-feira, 08 de abril, a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul contra o prefeito de Bagé, Divaldo Vieira Lara, e outras oito pessoas foi recebida integralmente pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, por unanimidade. Ajuizada em agosto de 2019, no âmbito da investigação relacionada à Operação Factótum, a denúncia referente ao processo nº 70082613092 imputa aos réus os delitos de organização criminosa com atuação na Prefeitura de Bagé, dispensa indevida de licitação, desvio de verbas públicas, ordenação e realização de despesas em desconformidade com a legislação financeira e inversão na ordem cronológica de pagamento aos credores.

Conforme a denúncia, os crimes ocorreram de janeiro de 2017 a outubro de 2018 – quando foi deflagrada a fase ostensiva da Operação Factótum –, período em que o prefeito, agentes políticos, empresários e servidores públicos causaram um prejuízo superior a R$ 1,2 milhão aos cofres municipais.

Na denúncia, o MP postula, à luz do art. 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, a reparação do valor desviado em favor do erário de Bagé, ante os prejuízos de natureza material apurados nos autos, condenando os réus à indenização dos danos patrimoniais perpetrados contra o Município, vinculando, ainda, a possibilidade de progressão de regime dos acusados ao necessário e efetivo ressarcimento ao erário. Requer, também, a perda em favor da União do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelos agentes com a prática dos fatos criminosos.

Por fim, em razão da prática de crime de responsabilidade, pugna pela perda do cargo e inabilitação do prefeito, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, com base no art. 1º, §2º, do Decreto-Lei nº 201/67.

A denúncia foi assinada pela procuradora de Justiça Ana Rita Nascimento Schinestsck, coordenadora da Procuradoria de Prefeitos, que representou o MPRS na sessão da 4ª Câmara desta quinta-feira, e pelos promotores de Justiça Antonio Képes, da Procuradoria de Prefeitos, e Cláudio Morosin Rodrigues, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Outras duas denúncias foram apresentadas pelo MPRS contra o prefeito Divaldo Lara, uma também no âmbito da Operação Factótum e uma, ajuizada em dezembro de 2020, a partir de investigações da Operação Parceria II. O prefeito é acusado pela prática de 34 infrações penais, cometidas desde o início do mandato.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul

Vale lembrar que a Operação Factótum, ocorreu em outubro de 2018, com início no Auditório do 6° Regimento de Polícia Montada, e mobilizou o três Pelotões de Operações Especiais, sendo um de Santa Maria, um de Livramento e o de Bagé, para em conjunto com a Polícia Civil, a Procuradoria de Prefeitos e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Fronteira Oeste para cumprirem mandados judiciais de suspensão do exercício do cargo dos secretários municipais de Meio Ambiente e Finanças de Bagé. O prefeito foi afastado por 180 dias do cargo por suspeita de fraude em licitações, e em dezembro de 2019, a Justiça autorizou seu retorno ao cargo de prefeito.

O que disse o prefeito Divaldo Lara em entrevista exclusiva ao Portal Qwerty

Na manhã deste sábado (10/04), nossa reportagem conversou com o prefeito Divaldo Lara. Ele nos disse, que “essa é uma denúncia antiga e requentada, uma ação vingativa do Ministério Público por termos aberto o comércio e vacinarmos a segurança pública em Bagé. Esses contratos já tiveram até auditoria e aprovação das contas do ano de 2017 pelo Tribunal de Contas do Estado, basta acessar o site do TCE e verificar. Em nada me preocupo com mais esse ataque do MP, que com denúncias feitas por petistas, movidos pelo ódio me atacam assim como ao Presidente Bolsonaro. Continuaremos conquistando obras e melhorias para Bagé e nossa região junto ao Governo do Brasil”.

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