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Diretor do museu Paulo Firpo resgata e enaltece nomes de importantes mulheres de Dom Pedrito

Iniciativa faz menção às comemorações ao Dia Internacional da Mulher, que acontecem ao longo do mês de março

 

O historiador, museólogo e diretor do Museu Paulo Firpo, Adilson Nunes de Oliveira, como já é de costume, direciona seus trabalhos em nortes que sempre resgatam e valorizam os importantes capítulos culturais e históricos de Dom Pedrito.

Desta vez, em menção às comemorações ao Dia Internacional da Mulher, que acontecem ao longo do mês de março, Adilson realizou uma recente pesquisa, visando enaltecer a figura de diversas mulheres, as quais tem a essência gravada na identidade de nosso município.

Ele relata que a ideia surgiu aliada e inspirada no nome de um grupo de poetisas, chamado “Ilustres Desconhecidas”, cujo círculo é integrado também pela pedritense, assistente social e professora da PUC/RS, Arlita Portela de Azambuja. O batismo do grupo chamou tanto a atenção, que Adilson resolveu entranhar-se ainda mais na história local e buscar fatos sobre algumas das mulheres marcantes que fizeram parte dos anais da trajetória desta terra.

“Como pretenso historiador, sinto a preocupação latente com a trajetória das mulheres, sempre preteridas, como resquícios de nossa sociedade patriarcal. Os historiadores buscam, há tempos, tirar da penumbra as minorias, os desprivilegiados, os anônimos… As histórias locais não são diferentes e aí é que se incluem nossas – Ilustres desconhecidas”, destaca, o museólogo.

Assim, muitas alcunhas femininas que soam aos nossos ouvidos durante o dia a dia, são provenientes de mulheres ilustres daqui e que, na maioria das vezes, acabam passando em branco diante do conhecimento popular.

  • As professoras Arminda Machado de Freitas, da 1ª escola pública mista;
  • Alda Seabra, Dulce da Fonte Abreu, Alzira Barcelos, alfabetizadoras;
  • Heloísa Louzada, autora de um livro de matemática;
  • Lêda do Amaral Freire e Maria Helena Dutra, nossas pioneiras biblioteconomistas;
  • Madalena Martins, supervisora do curso de magistério;
  • Maria Veiga Miranda, pertinaz entusiasta da cultura e língua francesa;
  • Renny Paz Louzada, Zany Jardim e Maria Lopes, nomes destacados no ensino de música em Dom Pedrito;
  • As beneméritas Carlota Quadros de Atahyde e Risoleta Quadros, doadoras de terrenos para escolas;
  • Célia Vicente y Silva, da LBA e fundadora do Asilo Municipal;
  • Maria Francisca Carneiro da Fontoura, doadora do terreno da antiga Santa Casa de Caridade;
  • Joaninha Brum e Joaninha Assis Brasil, Suzana Silva Correa, intimamente vinculada à Liga Feminina de Combate ao Câncer;
  • Maria Yara Leite Meireles, do Centro de Apoio à Vida;
  • líderes comunitárias como Perciliana Marques, Universina (vó Vecina) Madruga, Vó Mangacha (também benzedeira) e mais Florisbela (Belinha) Costa, catequista incomparável;
  • Castorina (Dadá) Cruz D’Mutti – proprietária do Jornal Ponche Verde e uma das primeiras jornalistas do Rio Grande do Sul;
  • Advogadas e poetisas como Gisele Bueno Pinto – ativista cultural – e Solange Royes, professora e primeira vereadora de Dom Pedrito;
  • Maria Silva, afamada parteira de gerações; Amália Bicker – supostamente a primeira mulher pedritense a atuar no teatro local – e ainda um grupo de mulheres, do início do século XX, chamado “Sociedade das Violetas”, que se aliaram ao movimento de criação da Santa Casa de Caridade. Mulheres do passado, sim.

Mulher do presente cita apenas Marília Alencastro Maia – no receio de cometer injustiças – cuja figura exponencial sempre é e será lembrada como uma das intelectuais de nossa era, entre tantas outras.

Santas mulheres que o povo consagrou como Lourdes Leon; “mulheres da vida” Paulina, Tivica e Moza; populares como Joana das Casas, a Getulista, eterno luto pelo presidente, Fermina Pedrosa, origem da alocução popular… mulheres que sacrificaram suas vidas e juventude para sustentar família e filhos, manter os casamentos – caladas e sofridas.

Outra figura recordada foi o de Flora dos Santos, a Viúva Flora. Moradora da linha, a qual faz de sua casa um hospital de campanha para receber e cuidar os guerreiros feridos no Combate da Estiva.

Tempos depois, o nome de Viúva Flora foi dado à ponte e ao passo da estrada municipal que vai a Bagé, pelo Passo Fundo – arroio do Santa Maria Chico – cerca de 10 km da sede do município.

Fonte: Dep. Com. prefeitura de Dom Pedrito

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