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Empresários Santanenses vão às ruas pela reabertura do comércio

Com cartazes o grupo saiu às ruas em um buzinaço que despertou a atenção de quem circulava pelo centro da cidade

Pela reabertura e regras mais flexíveis. Essa foi a principal pauta da manifestação que percorreu as principais ruas e avenidas da região central de Sant´Ana do Livramento na manhã deste sábado. Organizados em carreata, o grupo se reuniu na Praça da Estação por volta das 10h da manhã. Com cartazes o grupo saiu às ruas em um buzinaço que despertou a atenção de quem circulava pelo centro da cidade. Andressa Ribeiro, uma das organizadoras da manifestação, disse que os empresários estão chegando ao seu limite enquanto outros já não possuem sequer limite para atingir e irão sucumbir diante de tantas dificuldades.

“Mesmo aqueles que possuíam algum lastro financeiro não estão mais conseguindo suportar tantos fechamentos e toda a carga de obrigações precisam ser pagas ao final de cada mês. Somos muito conscientes da situação mas sempre seguimos todas as regras impostas pelos decretos e não temos registros de pessoas que tenham sido contaminadas no interior dos estabelecimentos comerciais. O que fazendo aqui é dar um grito de socorro e esperamos que o governador tenha sensibilidade de nos ouvir, já que estas manifestações deverão acontecer em diversas outras cidades do Estado”, frisou ele.

Ex-presidente da Acil – Associação Comercial e Industrial de Sant´Ana do Livramento, e ex-diretor da Santa Casa de Misericórdia, o empresário Sérgio Oliveira também marcou presença na manifestação. Para ele, é necessário que haja a flexibilização e bom termo para que um número ainda maior de empresas consiga se manter minimamente e mais postos de trabalho possam ser mantidos. “Conheço os dois lados dessa guerra, tanto pelo período em que estive na Santa Casa, quanto como o de empresário.

Sei que é difícil, mas, não temos mais como suportar essa situação”, afirmou. A carreata contou com a participação de representantes de diversos segmentos, incluindo educação e serviços considerados essenciais. Para o grupo de professoras de uma escolinha, a educação infantil precisa sim ser considerada essencial. Sem manifestações realizadas fora dos veículos, o grupo dispersou logo após ter percorrido o trecho pré-determinado e que foi acompanhado de perto pelos Agentes Municipais de Trânsito.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, informou na sexta-feira (5) que a bandeira preta, de altíssimo risco para o coronavírus, seguirá valendo em todo o estado até 21 de março. O sistema de cogestão, que permite flexibilização das atividades, também permanece suspenso durante este período. Leite anunciou ainda a prorrogação da suspensão das atividades gerais entre as 20h e as 5h até 31 de março. Esta medida está em vigor no rs desde 20 de fevereiro. Uma das novas restrições do estado é a proibição das vendas de produtos não essenciais em supermercados. A medida começa a valer na segunda-feira (8) e tem como objetivo de reduzir movimento nos locais. Um decreto complementar será publicado ainda nesta sexta, prevendo sanções aos estabelecimentos comerciais que venderem itens não essenciais de forma presencial.

Além disso, no litoral, o banho de mar e a prática de esportes aquáticos estão proibidos. Atividades físicas, como caminhadas e corridas na beira da praia, seguem permitidas. O governo também vai alterar protocolos da bandeira vermelha, de risco alto para covid-19, tornando-a mais restritiva. As regras mais rígidas foram tomadas em razão do agravamento da pandemia do coronavírus no Estado. Nas últimas semanas, foram registradas falta de leitos de uti em todo o estado e aumento no número de casos e de mortes pela doença.

Fonte: APlateia / Cleizer Maciel

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