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Bagé teve um caso suspeito de reinfecção por Covid-19

Paciente teve situação analisada pela Fiocruz, a pedido dos órgãos de Saúde do município

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Com o objetivo de identificar casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, o Ministério da Saúde reuniu orientações a Estados e Municípios na Nota Técnica 52/2020. O documento da Secretaria de Vigilância em Saúde define o que é considerado um caso suspeito e detalha fluxos para notificação e envio de amostras para análise. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta os gestores municipais para a necessidade de monitorar os casos suspeitos de reinfecção e, principalmente, para a manutenção de todas as medidas de prevenção e controle da transmissão da Covid-19.

Conforme o coordenador regional de Saúde, Ricardo Necchi, em Bagé houve um caso suspeito de reinfecção, mas o mesmo foi descartado. Ele salienta que a reinfecção ocorre, de fato, quando um paciente que já teve com Covid-19 é novamente contaminado pelo vírus, após um tempo signifcativo da primeira infecção. “Tivemos um caso suspeito, que foi encaminhado para a Fiocruz, mas não foi confirmado. Ainda era resquício da primeira infecção, que se mantinha no corpo do paciente”, relata

Necchi ressalta que a reinfecção é muito rara e ele tem conhecimento de apenas cinco casos no mundo todo, até agora. A suspeita de reinfecção ocorre quando há dois resultados positivos do exame RT-PCR, com intervalo igual ou superior a 90 dias. Isso vale, independentemente, da condição clínica observada em cada um dos episódios de infecção respiratória.

Para análise do caso, o Ministério reforça que é preciso haver disponibilidade das duas amostras biológicas, com conservação adequada. Para comunicação e esclarecimento de dúvidas relacionadas a suspeitas deve ser usado, prioritariamente, o e-mail gripe@saude.gov.br. Também no endereço eletrônico devem ser encaminhados as fichas de notificação do caso suspeito (e-SUS Notifica, SIVEP-Gripe e GAL) digitalizadas e um relatório de investigação do caso.

As amostras dos dois exames são condição obrigatória para investigação dos casos suspeitos. Elas terão de ser enviadas juntas para o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo da Fiocruz, no Rio de Janeiro, ou para o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, ou para o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. O local de análise é o que for referência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do remetente.

Além disso, as requisições precisam ser cadastradas no Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), acompanhadas das fichas epidemiológicas e dos resultados do laboratório para os exames RT-PCR. A nota técnica também estipula que as amostras devem ser enviadas em embalagem de transporte UN3373 com gelo seco. Já a requisição padrão de transportes de amostras tem de ser preenchida e encaminhada para a Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), no e-mail transportes.cglab@saude.gov.br.

De acordo com o Ministério da Saúde, que reforça a necessidade de identificar e monitorar os casos suspeitos de reinfecção pela Covid-19 “com o intuito de caracterizar o perfil epidemiológico de possíveis casos para adoção de medidas de vigilância, prevenção e controle”, o resultado será informado pela pasta ao fim das investigações. A nota explica ainda que recentes estudos publicados admitem a possibilidade de reinfecção pelo novo coronavírus em curto período de tempo, sendo preciso sistematizar casos suspeitos e, se necessário, “adequar os processos de vigilância, medidas de prevenção, controle e atenção aos pacientes”.

Fonte: Jornal Minuano

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