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Estudos brasileiros avaliam infecção de animais por coronavírus

Pesquisadores querem descobrir se os bichos têm algum papel na transmissão do vírus

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Pelo menos dois estudos estão sendo realizados no Brasil para avaliar a infecção de animais domésticos e selvagens pelo Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19. O objetivo é avaliar o potencial de transmissão entre animais e homens. 

No Rio de Janeiro, pesquisadores da Fiocruz Mata Atlântica em parceria com especialistas dos laboratórios de Vírus Respiratórios e Sarampo e de Virologia Comparada e Ambiental, ambos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), fazem um levantamento com os animais domésticos e silvestres nativos e introduzidos na área da Pedra Branca.

Cães e gatos de famílias nas quais foram confirmados casos da covid-19 são testados para saber se contraíram ou não o Sars-CoV-2. Até o momento, informou a Fiocruz, todo os resultados dos PCRs foram negativos, o que significa que os pets não têm papel importante na circulação do vírus.

Além dos domesticados, a investigação também abrange os bichos silvestres, como os populares micos (saguis). Embora os resultados referentes a esses animais ainda estejam em análise, outra pesquisa realizada com a espécie já sinalizou que ela era suscetível ao coronavírus. Os morcegos também estão sendo estudados. Ao longo do levantamento, pesquisadores devem incluir outros animais na avaliação, como roedores, bichos-preguiça, serpentes, cavalos, porcos, ruminantes e aves.

Avaliação de pets 

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também conduz estudo que vai avaliar mil animais cujos tutores testaram positivo para covid-19 e estejam cumprindo o isolamento domiciliar. Os resultados serão informados aos proprietários o quanto antes e, em caso positivo para coronavírus, os pets deverão ter acompanhamento veterinário por 14 dias.

Alexander Biondo, do Departamento de Medicina Veterinária da UFPR, disse que uma pesquisa realizada na Itália com 817 animais revelou que nenhum deles teve PCR positivo para coronavírus. Por outro lado, 3,4% dos cães e 3,9% dos gatos tinham anticorpos contra o Sars-CoV-2, o que aumenta a importância de analisar o potencial de transmissão desses bichos. 

Essa pesquisa será realizada em Curitiba, Belo Horizonte, Campo Grande, Recife e São Paulo. Informações e contato podem ser feitos pelo e-mail COVID19@ufpr.br. 

*Com informações da Agência Fiocruz e UFPR/ GaúchaZH

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