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Eleições e primavera – Candidatos e flores retornam a cena pedritense

É preciso analisar o que o candidato tem a oferecer, sua experiência com a comunidade a quem vai representar. Esse candidato quer trabalhar pelo povo ou quer um trabalho a custa do povo?

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A primavera chegou e com ela as flores e a brotação dos frutos. A estação mais fria se despediu, o sol brilha com mais intensidade e as pessoas tendem a ficar mais alegres, mais sociáveis, o que nessa época de pandemia pode ser um problema. Mas nem tudo são flores, vivemos coincidentemente o período de eleições municipais. Os eleitores deverão durante o período de campanha decidir quem comandará os rumos políticos de Dom Pedrito pelos próximos quatro anos.

Dizem que eleição é sinônimo de festa da democracia. Certamente, o fato de um povo ter a possibilidade de escolher seus governantes é ainda, um privilégio que em pleno século XXI, nem todos os países tem, por isso, nesse ponto é algo digno de ser comemorado, ainda mais levando em conta que a democracia no Brasil já viveu seus períodos sombrios.

Infelizmente as eleições também trazem consigo o melhor e o pior das pessoas. É a época em que revemos aqueles candidatos que a exemplo de quatro anos atrás reaparecem mais uma vez, mas que por questões sanitárias, estarão este ano, impedidos de abraçar e beijar seus possíveis eleitores.

Alguns candidatos que em situações normais sequer cumprimentariam alguém, que não pediriam desculpa por dar um esbarrão, agora, magicamente, se transformam em indivíduos carismáticos, atenciosos, quase bondosos, tudo para que o eleitor o veja com bons olhos e quem sabe digite o seu número no dia da votação.

Em Dom Pedrito, três nomes concorrem para ver quem ficará com as chaves do Palácio Ponche Verde. Já para o Legislativo, 89 pessoas, entre candidatos a reeleição e estreantes, disputam a corrida por uma das 13 cadeiras do Plenário Ataliba Torres e caberá à população pedritense decidir no dia 15 de novembro como ficará essa foto.

Observa-se nesse páreo, uma representavidade feminina muito pequena e muitos partidos tem dificuldade em compor a sua nominata com o percentual de mulheres mínimo necessário para o registro das candidaturas, o que faz com que algumas candidaturas apareçam como que por obrigatoriedade. São pessoas sem expressão política que emprestam seus nomes para que seus partidos possam cumprir a legislação eleitoral.

É preciso avaliar o desempenho daqueles que pretendem continuar com seus mandatos, o que fizeram em prol da comunidade. Não falamos daqueles que gritam mais, daqueles que pagam contas de água ou de luz, que compram remédios ou botijões de gás, mas daqueles que exerceram efetivamente seus mandatos cumprindo o que prevê a lei.

Para aqueles que pretendem subir as escadas do Edifício Vereador Antônio França pela primeira vez, avaliemos sua trajetória como cidadão, suas propostas. Analisemos o que o candidato tem a oferecer, sua experiência com a comunidade a quem vai representar. Esse candidato quer trabalhar pelo povo ou quer um trabalho a custa do povo? É preciso pensar bem. Votar em alguém só porque é um amigo para ajuda-lo, ou simplesmente para não eleger os que lá estão, é jogar fora uma oportunidade de se inserir no processo democrático.

As eleições se aproximam e a comunidade pedritense terá mais uma vez em suas mãos o poder de escolher aqueles que o representarão. Vote bem!

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