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OPERAÇÃO SICÁRIO |Após avalanche de prisões, um temporal de liberdades

Maior operação já ocorrida em Dom Pedrito deixou uma sensação de deboche dos criminosos para com as pessoas de bem

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A Operação Sicário, maior ação policial já ocorrida no Solo pedritense, de início parecia ser efetivamente uma resposta do Estado ao crescente aumento dos índices de criminalidade. Era, no entanto, a culminância de um trabalho de investigação iniciado há quase um ano atrás.

A população pedritense de bem viveu uma manhã em que finalmente o bem parecia se sobrepor ao mal, pudera, mais de 400 policiais e dezenas de viaturas cruzando ruas, além de um helicóptero varrendo os céus, trouxe, mesmo que por poucos instantes, uma sensação de segurança, aquele sentimento de “agora sim, agora vai”. Foram aproximadamente 40 pessoas presas por envolvimento no tráfico de drogas, e outros crimes como homicídios, tentativas de homicídio, roubos e tantos outros.

Para nós do jornalismo, um orgulho de estar testemunhando tudo aquilo, de estar sendo um canal entre a notícia e o público, afinal, uma operação daquelas não é todo o dia que se pode estar presente. Mas assim como a população que nos assistia naquela inesquecível manhã de quatro de setembro de 2020, nos dias que se seguiram, a medida que cada criminoso saia pelos portões do Presídio Estadual de Dom Pedrito, nós nos perguntávamos: “Como assim?”

Quer dizer que uma das maiores ações policiais ocorridas neste ano em todo o Rio Grande do Sul, com um gasto enorme de recursos, (recursos pagos pela população), foi em vão?

Frustração, indignação e revolta, foi o que se viu a cada postagem feita por presos ou seus advogados que curiosamente, em alguns casos, tomaram para si uma expressão muito usada por bandidos: “Liberdade vai cantar”. Mas por favor, digam que estamos sonhando. Em outros casos, postagens pareciam debochar das leis e dos policiais, com expressões do tipo: “Eles prendem, a gente solta”. bandidos e seus representantes, valendo-se de um código penal brando, de leis que favorecem o bandido, literalmente riram mais uma vez da sociedade pedritense ao colocar nas ruas, criminosos que embora primários em muitos casos, não deixam de ter sua parcela de culpa, afinal, cada um escolhe seu caminho e deve ser responsável pelas pedras que nele encontra.

Diante de fatos como esse, é comum a sociedade se perguntar se realmente vale a pena ser uma pessoa de bem, pagar seus impostos, cumprir com suas obrigações civis. Quando vemos o mal triunfar, os bandidos cometerem crimes e continuarem soltos, o que podemos esperar da sociedade?

Vejam, nem sempre o que é legal, é necessariamente moral, uma vez que, embora todas essas ações tenham ocorrido dentro da lei – a ação policial, a intercessão dos advogados, as decisões judiciais, etc, a sensação é que o mal se saiu bem, que os policiais que pisaram o solo de Dom Pedrito gastaram seu tempo, arriscaram suas vidas e no fim quase todos os presos estão livres mais uma vez.

Sim, estes deverão responder o processo em liberdade, alguns provavelmente terão suas participações excluídas, outros serão julgados, e uma pequena parte será condenada, para a decepção da sociedade e regozijo dos bandidos e seus representantes legais.

Para que tenhamos no futuro desfechos diferentes do que estamos vendo, será necessário uma profunda mudança de ordem moral na sociedade. Só assim ela elegerá políticos que façam leis que beneficiem as pessoas de bem e não homens e mulheres que se escondem por trás de suas imunidades parlamentares para, também eles serem agentes do crime a criar formas de se livrar de possíveis condenações.

Infelizmente, embora de forma imoral, a lei está sendo cumprida.

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