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Bolsonaro confirma que barragem da Arvorezinha pode ser feita pelo Exército

BOLSONARO | “Liguei para o general Pujol, que é gaúcho, ele entrou em contato com a engenharia, de Dom Pedrito, e já está sendo feito levantamento. Acredito que o Exército tem condições técnicas de fazer. Se tiver, pode ter certeza de que, em tempo recorde, faremos esta barragem”, afirmou.

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A proposta de transferir para o Exército uma etapa da obra da barragem da Arvorezinha, adiantada pelo prefeito de Bagé, Divaldo Lara, do PTB, na quinta-feira, 30 de junho, foi endossada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, durante ato de entrega simbólica de 1.164 moradias construídas no município, com recursos do orçamento da União.

Bolsonaro revelou conversa com o Comandante do Exército, General Leal Pujol, que é natural de Dom Pedrito. “Eu não sabia da questão que faltava água em Bagé. Confesso que não sabia”, disse, ao salientar que os trâmites jurídicos, para a obra, estariam desenrolados. “Liguei para o general Pujol, que é gaúcho, ele entrou em contato com a engenharia, de Dom Pedrito, e já está sendo feito levantamento. Acredito que o Exército tem condições técnicas de fazer. Se tiver, pode ter certeza de que, em tempo recorde, faremos esta barragem”, afirmou.

A etapa da obra, estimada em R$ 19 milhões, de acordo com Divaldo, inclui o vertedouro e a ensecadeira da barragem. A Prefeitura pretende formalizar convênio com o Exército, que assumiria o projeto com previsão de conclusão em até 120 dias. Ainda de acordo com o chefe do Executivo municipal, do ponto de vista técnico, a fase da obra, também tratada com o vice-presidente, Hamilton Mourão, ‘representa a mesma quantidade de armazenamento da Sanga Rasa’, o que resolveria ‘o problema de racionamento no município’.

Aglomerações

A agenda do presidente, em Bagé, iniciou pela manhã. Já na chegada, por volta das 11h30, Bolsonaro mostrou uma caixa de cloroquina a apoiadores, que o aguardavam no Aeroporto Internacional Bagé Comandante Gustavo Kraemer. Quebrando o protocolo, o presidente transitou em meio à multidão, provocando aglomeração, o que contraria as recomendações de distanciamento social para controle da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Na segunda agenda do dia, em ato que marcou a inauguração da Escola Municipal Cívico-Militar de Ensino Fundamental São Pedro, novas aglomerações foram registradas na Avenida Santa Tecla. Pouco antes das 13h, Bolsonaro seguiu para o 3º Regimento de Cavalaria Mecanizado (R C Mec), onde almoçou.

A entrega simbólica de 1.164 moradias, em cerimônia realizada nos conjuntos habitacionais construídos na Avenida Espanha, reuniu deputados federais e estaduais (a exemplo de Afonso Hamm e Luís Augusto Lara), lideranças políticas locais, acompanhadas pelo prefeito Divaldo Lara, e representantes de diferentes setores.

O vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior, do PTB, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, também participaram da agenda. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, entregou as chaves de uma unidades para uma família beneficiada.

Manifestação rápida

Pronunciamento oficial não estava previsto na agenda do presidente. Após a cerimônia realizada nos residenciais, Bolsonaro falou rapidamente à imprensa, quando confirmou a possibilidade do Exército assumir parte da obra da barragem. A entrevista foi encerrada quando Bolsonaro foi questionado sobre a recriação da CPMF.

O presidente também abordou sobre seu estado de saúde. No início de julho, Bolsonaro testou positivo para Covid-19. Sua agenda só foi retomada no início desta semana. Antes de visitar Bagé, porém, o presidente revelou que estava ‘tomando antibióticos’. “Disse que estou mofado. Estou enferrujado. É maneira de falar”, esclareceu, na sexta-feira.

Bolsonaro falou sobre o diagnóstico e elogiou a postura do prefeito de Bagé, ao manter o funcionamento de atividades econômicas. “Eu sempre falei que não tem como fugir (da Covid-19). Vamos enfrentar, proteger os mais idosos e quem tem comorbidades. Mas tem que fazer como o prefeito fez, aqui, em Bagé, que não fechou nada”, reforçou.

Durante a manifestação, Bolsonaro disse que o país vive ‘três ondas’. “A questão da vida, a recessão, e em cima da miséria, vem o socialismo. É isso que vocês querem no Brasil? Temos é que enfrentar as coisas, acontece”, pontuou. O presidente também reconheceu que integra o grupo de risco. “Eu nunca negligenciei, eu sabia que um dia ia pegar. Como infelizmente, eu acho que quase todos vocês vão pegar um dia. Tem medo do quê? Enfrenta. Lamento as mortes. Morre gente todo dia de uma série de causas”, disse.

Elogios ao prefeito

Divaldo integrou a comitiva de Bolsonaro, se deslocando de Brasília, onde cumpria agenda durante a semana, para Bagé, no voo do presidente. No trajeto, o chefe do Executivo municipal apresentou demandas a Bolsonaro, que não poupou elogios ao petebista. “Tive uma conversa muito boa com o prefeito, no avião. Me identifiquei muito com ele. Desejo sorte nas eleições, e que Bagé seja cada vez mais próspera e acolhedora”, resumiu.

Qwerty Portal de Notícias | Foto: Tiago Rolim de Moura

Fonte: Jornal Minuano

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