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QWERTY EDITORIAL | Não estará faltando empatia ao pedritense?

Diante de inúmeros desafios vividos pela comunidade, acende o alerta para a necessidade da tolerância, concórdia, altruísmo e empatia. Mas e você, sabe o que significam essas palavras?

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Quando diante de fatos noticiados pelos órgãos de imprensa, alguns ruins, outros bons, e perante uns e outros, um calhamaço de comentários tecendo críticas ou aplausos, chegamos a triste conclusão de que o ser humano ainda estagia em uma faixa muito baixa de evolução. E quando falamos em uma faixa muito baixa de evolução, referimo-nos ao aspecto moral e ético do ser, uma vez que nunca estivemos tão avançados, tecnologicamente falando.

O ser humano é por essência belicoso, vingativo e egoísta, atributos que mesmo depois de milênios de história, ainda o acompanham fazendo com que se comporte a maneira de seus ancestrais mais remotos. Mas em vez de clavas, unhas e dentes, hoje o indivíduo se vale de ardis onde o egoísmo e orgulho faz com que cresça a difamação e a calúnia, com vistas ao benefício próprio ou de um clã.

É assim que em Dom Pedrito vê-se quase que diariamente, demonstrações da mais alta falta de empatia, mas que esperar, quando não se sabe sequer o significado de uma palavra tão pequena. Em síntese, esta pode ser explicada como sendo a capacidade de se colocar no lugar do outro, de entender e ver as coisas sob a ótica do próximo. Não é a toa que há dois milênios o sábio nazareno recomendou que fizéssemos ao próximo aquilo que queríamos para nós mesmos. Mas enfim, nossa intenção não é pregar conceitos religiosos, se bem que eles se aplicam perfeitamente e poderiam ser o tempero na vida de muita gente.

Dom Pedrito é uma cidade que surgiu a partir da saga de contrabandistas e desertores, do palco de batalhas que são vistas como troféus, dos privilégios moldados em sesmarias, da crueldade estampada na escravidão. Um passado recente que não pode ficar esquecido e que pode servir de base para explicarmos o porquê de o povo pedritense ainda ser tão pouco adiantado no seu aspecto moral

Em tempos de pandemia, não raro vemos levantarem-se juízes que de polegares ágeis erguem-se em bastiões da moral, semeando hipocrisia e disseminando ódio. Pessoas diagnosticadas com Covid-19 vêm sendo massacradas, estigmatizadas por muitos, acusadas de negligência, e de tantos outros adjetivos que não cabe aqui mencionar.

Profissionais da área da saúde, obrigados a estar na linha de frente desta guerra, são muitas vezes hostilizados pela comunidade a quem defendem.

Uma comunidade que ignora decretos, que de começo se esconde para driblar fiscalizações mas que depois lota o centro da cidade, não numa demonstração de união, mas de força e afronta às autoridades, desrespeito e falta de empatia. Vejam só, mais uma vez chegamos a palavra mágica cujo significado tentaremos fazer entender até o final deste texto.

Muitos reclamam que não aguentam mais ficar em casa. Ora, mas que grande demonstração de egoísmo. Tomara ter um lar, um local para se proteger e proteger os seus de uma doença para a qual não há tratamento específico. Não é possível acreditar que é por ignorância, por desconhecimento, uma vez que há quase um ano vem se falando da doença que já ceifou milhares de pessoas, que tombaram perante esse inimigo, sendo enterrados em covas comunitárias, sem direito aos cerimoniais fúnebres.

Se um sinistro atinge o prédio mais imponente do município, cuja arquitetura deveria refletir o sentimento de uma comunidade, eis que vozes se levantam acusando o fato de ter sido criminoso, numa literal queima de arquivo, com o perdão do trocadilho. Ora, como é possível destilar tanta maldade, tanto ódio? Porque essa falta compreensão?

Na cidade, há também aqueles que não cansam de tentar dividir a sociedade local entre pobres e ricos, sempre alimentando o fogo da guerra de classes, como se isso fosse fazer justiça. O município tem , é certo, uma concentração de renda bastante grande, mas querer que o talento de quem possui recursos amoedados seja a causa da pobreza, é ir de encontro ao vazio de ideias.

Intolerância de opiniões também é outra característica do pedritense. Basta discordar de alguém, seja no campo religioso, esportivo, político ou comportamental para ser classificado como um inimigo. Recentemente o jornalismo da Qwerty entrevistou ninguém menos que o ex-presidente da república e atual senador Fernando Collor de Mello. Já ao anunciar a entrevista, choveram manifestações condenando a iniciativa, e olhem que não foram somente de pessoas pouco instruídas, foram dezenas de comentários chulos condenando aquilo que foi somente um trabalho jornalístico, sem nenhum viés partidário ou ideológico. Ora, se não se pode exercer a imparcialidade no jornalismo, é melhor extinguir a democracia.

Como se vê, está faltando empatia, colaboração, tolerância ao povo pedritense. Acreditemos que o tempo, o mesmo que cura todas as feridas, também se encarregue fechar a boca dos incautos, de separar o joio do trigo e tornar Dom Pedrito um lugar melhor para se viver, um lugar com mais EMPATIA.

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