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QWERTY EDITORIAL | Você viu os vídeos do WhatsApp que causaram alvoroço?

Se viu, cuidado. Você pode estar contribuindo para a prática de um crime

Textos, fotos e vídeos do Portal Qwerty estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral, sendo vedada a reprodução em qualquer meio de comunicação sem autorização prévia.

Um videozinho compartilhado nos grupos de WhatsApp pode, em um primeiro olhar, parecer algo inofensivo. A depender do seu conteúdo, até pode ser. O problema acontece quando pessoas, e principalmente menores de dezoito anos tem sua imagem exposta, as vezes com conteúdo pornográfico.

Nessa semana, não foram poucas as pessoas que receberam esse material que viralizou no aplicativo de mensagens.  Foram pelo menos oito vídeos contendo fotos de meninas e rapazes supostamente de Dom Pedrito, cada vídeo com um título, como por exemplo, “As gatas de Dompa”, “Talaricas de Dom Pedrito”, “Os meninos mais cheios de Dompa”, “Os corno manso de Dom Pedrito”, e outros com nomes chulos, um deles contendo imagens pornográficas de uma menina que em um dos vídeos informa até a sua idade.

Tudo leva a crer que alguém ou um grupo de pessoas coletou algumas fotos de redes sociais dessas pessoas ou possuía esse material armazenado. Talvez, com o intuito de “zoar”, como se costuma dizer nas rodas por onde transitam os mais “descolados”, o autor dos vídeos decidiu compartilhar o material. Resultado, dezenas de meninas e meninos, em sua maioria, tiveram sua intimidade exposta, sua imagem ridicularizada, e em alguns casos, sua vida social comprometida, sem falar nas famílias, pais e mães que também verão o dedo da sociedade apontado em sua direção.

O caso foi parar na polícia, com inúmeras vítimas registrando o caso na delegacia local. importa saber que, não só quem produz esse tipo de material incorre em crime, mas quem compartilha também, como reza o artigo 241-B da lei 11.829, de 25 de novembro de 2008: “Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente – Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

Outra faceta triste em relação ao fato perpetrado durante a semana diz respeito ao caráter e à moral da sociedade contemporânea. Primeiro, uma pessoa ou grupo de pessoas se dedica, gasta tempo para produzir esses vídeos, com um conteúdo visivelmente direcionado a prejudicar os outros. Em segundo lugar, esse material só se espalhou com tanta velocidade porque quem os recebeu, gostou e decidiu passar adiante, ou seja, o consumo gerou a demanda, mais ou menos como acontece com o tráfico de drogas. Notaram a semelhança?

Então, pensemos bem o que fazer quando um material desse tipo for parar no seu celular ou computador. Pais, se ocupem mais da educação de seus filhos, eles precisam mais do que boas roupas, celulares de marca. Seus filhos precisam de exemplos, de atenção e carinho, de educação moral e ética. Só assim, fatos como o que aconteceu durante a semana em curso, poderão ficar no passado, mas isso depende de cada um.

Aguardemos o curso dos dias. Alguém poderá ter que se explicar, e não será sob o olhar complacente de um pai ou uma mãe.

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