NOTÍCIAS

Leite descarta volta às aulas nas escolas estaduais nas ‘próximas semanas’

'Planejamos algo faseado para ser apresentado na quarta-feira', adiantou Leite, em live pelo Instagram

Textos, fotos e vídeos do Portal Qwerty estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral, sendo vedada a reprodução em qualquer meio de comunicação sem autorização prévia.

O governador Eduardo Leite descartou, em entrevista ao vivo (acesse a íntegra) na noite desta segunda-feira (25) pelo Instagram do Jornal do Comércio, que a rede pública estadual de ensino volte às aulas nas “próximas semanas”. “Já antecipo: não vamos voltar presencialmente, vai ter um retorno com ensino remoto”, afirmou Leite, que anuncia nesta quarta-feira (27) como serão as orientações e os protocolos para orientar as escolas da rede pública e privada nas atividades.

As aulas estão suspensas devido à pandemia do novo coronavírus desde o fim de março, atingindo mais de 2,4 milhões de estudantes, desde a educação infantil até universidades. Já o prazo para o retorno presencial, o governador disse que vai anunciar junto com as medidas. Segundo ele, vai ter casos em que será possível voltar em junho e outros em julho. “Planejamos algo faseado para ser apresentado na quarta-feira”, indicou.
Leite garantiu que está definindo com as áreas técnicas o que será possível voltar presencialmente, como em instituições que tenham menos alunos, citou. “Casos mais urgentes, como de quem está terminando cursos e precisa de laboratórios”, exemplificou.

Leite comentou que o período do inverno demanda mais rede de atendimento, pois há aumento de doenças respiratórias. Além disso, as pessoas mantêm os locais mais fechados por causa do frio, o que facilita a contaminação. Estes dois itens devem pesar na análise sobre as condições reais e seguras para o retorno das aulas presenciais. “Se mudarem números e tendências (de casos), pode-se dar um passo atrás”, preveniu.
Sobre a educação infantil, setor em que cresce a pressão devido à necessidade de pessoas que trabalham e pela redução de receita dos estabelecimentos, o governador disse que “pessoalmente” avalia que, com protocolos rigorosos na área sanitária, pais que não tenham onde deixar os filhos poderiam levar as crianças à escola.
“Mesmo assim, se o pai ou a mãe puderem ficar com o filho em casa, não leve. A escola aberta seria uma opção”, comentou, mas deixou claro que se trata de uma opinião pessoal e que as definições serão apresentadas na quarta-feira.

Fonte: Jornal do Comércio / Patrícia Comunello

Notícias relacionadas

Botão Voltar ao topo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios