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Portador de diabetes fala sobre informação gerada equivocadamente no Pronto Atendimento Municipal (PAM)

Assessoria da prefeitura diz ter ocorrido falta de comunicação no setor

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Na manhã desta quinta-feira (21), nossa reportagem entrou em contato com um homem de 65 anos, que é portador de diabetes. Ele contou, que no dia 07/05, sua filha foi até o ambulatório do Pronto Atendimento Municipal (PAM) da Secretaria de Saúde para pegar ataduras, pois ele precisa para fazer seus curativos.

Quase duas semanas depois, no dia 19/05, entraram em contato para dizer que a enfermeira que havia atendido ele estava com sintomas de coronavírus, e que a partir daquele momento ele seria monitorado por ter tido contato com ela, porém ele afirmou que não foi até o local.

“Neste dia, minha filha foi para pegar as ataduras e inclusive assinou um documento”, acrescentando que até máscara ela usava no dia 07/05. Ele falou também, que por diversas vezes ligou e entrou em contato, falando inclusive com a secretária da saúde para explicar o mal-entendido. Após tudo esclarecido, ele disse que a própria filha teve que fazer exames tendo como resultado negativo. O homem finalizou dizendo, que “em uma das oportunidades foram até grosseiros comigo no atendimento, e tudo por um erro que não foi gerado por mim”.

Conversamos com a Assessoria de Comunicação da prefeitura. Fomos informados de que realmente houve uma falha de comunicação. Ela confirmou que realmente foi a filha do paciente que assinou o documento que estava no nome do pai, que é portador de diabetes, e que a enfermeira realmente apresentou sintomas da covid, sendo isolada imediatamente. Que a partir deste momento, foi feito uma triagem para saber quais pessoas tiveram contato com ela. Os atendimentos foram realizados entre os dias sete e nove de maio, período em que a filha do paciente esteve no PAM, mas que ambas usavam máscaras, e o contato entre elas foi mínimo. Ainda conforme a assessoria, este é um protocolo do Ministério da Saúde.

O que tiramos deste episódio. Estamos em meio a uma pandemia, que não afeta somente fisicamente as pessoas, mas principalmente psicologicamente. Neste momento, os profissionais que tratam da saúde, devem ter mais tranquilidade e clareza para explicar e tirar as dúvidas de quem se dirige a um setor tão importante como este, e neste aspecto a grande maioria tem. Mas o mínimo que as pessoas, como este senhor espera, é um atendimento adequado e respeitoso. Erros de comunicação como disse a assessoria com certeza acontece, e em determinadas situações é até aceitável, mas grosseria como relatou o idoso, é algo bem diferente. Fica a dica.

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