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Governadores dizem que vão ignorar decreto que coloca salões de beleza e academias como serviços essenciais

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ainda não se manifestou sobre o decreto do presidente.

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Governadores disseram na noite desta segunda-feira (11) que nada muda em seus Estados nas políticas de restrição de circulação e que vão ignorar o decreto de Jair Bolsonaro classificando academias e salões de beleza como serviços essenciais. A determinação sobre as atividades que podem funcionar cabe a Estados e municípios, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu sobre a autonomia dos entes federativos para isso.

Camilo Santana (PT), do Ceará, publicou em suas redes sociais que “apesar do presidente baixar decreto considerando salões de beleza, barbearias e academias de ginástica como serviços essenciais, esse ato em NADA altera o atual decreto em vigor no Ceará, e devem permanecer fechados”.

Flávio Dino (PC do B), do Maranhão, disse que “nada muda até o dia 20”.

— Bolsonaro deveria estar preocupado com a atividade realmente essencial que cabe a ele cuidar, a de presidente da República, e passar a exercê-la com seriedade — afirmou. 

João Doria (PSDB), de São Paulo, afirmou que vai avaliar e deve anunciar sua decisão nesta terça (12). Já o paraense Hélder Barbalho (MDB-PA) e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, também disseram que vão ignorar o decreto de Bolsonaro e seguirão com as suas políticas restritivas.

No Rio de Janeiro, a assessoria do governador Wilson Witzel (PSC) informou que o Estado crê que a decisão do STF que dá autonomia para governadores legislarem sobre o tema dá segurança para a manutenção das restrições. Já na Bahia, o governador Rui Costa (PT) afirmou:

— Continuaremos com medidas regionais, alinhando medidas locais com os prefeitos, na proporção da taxa de contaminação.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ainda não se manifestou sobre o decreto do presidente.

Fonte: GaúchaZH

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