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Simers pede impugnação de concurso para contratação de médicos pela prefeitura de Dom Pedrito

De acordo com a instituição, o salário previsto no edital é “aviltante” e ainda fere a legislação vigente

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A prefeitura de Dom Pedrito publicou, ainda em abril, um edital de um processo seletivo para a contratação emergencial de dois médicos. O documento prevê uma carga horária de 20 horas semanais, com vencimento de R$ 2.140,00, acrescidos do adicional de insalubridade no valor de R$ 390,46 e auxílio alimentação de R$ 440.

Em razão disso, o Simers – Sindicado Médico do Rio Grande do Sul, se posicionou e emitiu uma nota, externando a sua contrariedade, principalmente com relação ao valor oferecido pela prefeitura do município e estipulou um prazo de 48h para o Executivo se manifestar.

Nossa reportagem entrou em contato com o Departamento de Comunicação da prefeitura de Dom Pedrito que nos informou que a comissão designada para avaliar o referido concurso já está trabalhando no caso um posicionamento deverá ser divulgado em breve

Confira a manifestação do Simers 

O Simers encaminhou nesta quinta-feira (30), à Prefeitura de Dom Pedrito, um pedido de impugnação de concurso para médico no município. O concurso, aberto por causa da pandemia da Covid-19, prevê a contratação emergencial de dois clínicos gerais, com remuneração de R$ 2.150 para uma carga de 20h semanais. O Simers pediu retorno da Prefeitura dentro de 48h.

De acordo com a entidade médica, o edital do concurso, ao prever um salário “aviltante”, ainda fere a legislação vigente, que estipula um piso salarial mínimo – e muito superior – para a mesma função e carga horária.

Na opinião do Diretor de Interior do Simers, Fernando Uberti, o concurso precisa ser cancelado ou o edital ser revisto. “Os profissionais precisam de dignidade e reconhecimento para a importante função que desempenham. A responsabilidade da atividade se soma às dificuldades estruturais do sistema público, e agora a Prefeitura de Dom Pedrito ainda traz mais um agravante, com uma remuneração que só se traduz em uma palavra: desrespeito. Não é por acaso a dificuldade de se atrair médicos ao SUS, especialmente no Interior”, afirmou.

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