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Qwerty Editorial | Pandemia – o que aprendemos até agora?

Em um momento em que o melhor e o pior do homem são despertados, convidamos você a refletir conosco sobre os ensinamentos que podemos colher nessa época

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Certamente, os momentos de crise despertam o que há de melhor e pior no homem. Os grandes acontecimentos da história assim o atestam. Depois que a China protagonizou os primeiros casos de Covid-19, a realidade daquele povo, com o aumento crescente no número de casos e as mortes ceifando vidas a revelia, parecia naquele momento, mais um surto de uma dessas doenças desconhecidas que aparecem de vez em quando em alguma parte do mundo, mas que para nós aqui desse rincão, estava como sempre, muito distante.

À medida que avançou de país em país, até desembarcar no Brasil e, finalmente, bater a porta dos pedritenses, todos acompanhavam, atônitos, aquilo que parecia, e ainda parece, serem cenas de um filme, desses onde as profecias mais catastróficas se confirmam, trazendo à humanidade o caos e a aniquilação.

Como dissemos acima, é nos momentos de crise que vemos o melhor e o pior da face humana. Com milhões de pessoas tendo que ficar em suas casas, muitas delas depois de terem suas atividades profissionais suspensas, sem renda e sem terem com que adquirir nem mesmo os materiais básicos de higiene, tão necessários para se proteger, surgem quase que na mesma proporção, incontáveis benfeitores, grande parte anônimos, porque sabem que o único bem que vale, é o do desprendimento. Pessoas ou instituições que compreenderam que as dificuldades de um podem ser a deles mesmos algum dia, afinal, como diz o ditado, o mundo gira, e não sabemos como será o dia de amanhã, assim como não imaginávamos que um dia estaríamos enfrentando um cenário como o atual.

Por outro lado, ainda é possível ver no homem, a ganância, a mesquinharia e o egoísmo. Pessoas há, que não compreenderam o que essa pandemia escancara aos olhos do mundo – vivemos em uma casa planetária em que as fronteiras e nacionalidades são meras convenções humanas. A natureza, como esse microscópico vírus demostrou, não distingue ricos ou pobres, pretos ou brancos, adultos ou crianças. Pessoas há que, encasteladas em seu egoísmo, são incapazes de se colocar no lugar do outro e fazer a ele aquilo que gostaria para si mesmo, como bem exemplificou o filho de um carpinteiro, há dois milênios.

A pandemia pode ser considerada como um remédio amargo que o paciente, nesse caso, a humanidade inteira, tem que tragar para o seu próprio bem. Não queremos pregar misticismos ou crendices, mas é preciso que o homem se curve diante das evidências que a natureza lhe impõe, como, por exemplo, a necessidade de mais investimentos em pesquisas científicas na área da saúde e menos dispêndio em armas e máquinas de guerra; mais tolerância para com o seu semelhante e menos preconceitos, disputas e querelas nacionalistas; mais amor e menos ódio; mais paz e menos guerra, porque como ficou claro, o inimigo a combater atingiu não uma ou duas nações, mas um mundo inteiro.

E nós, será que aprendemos as valiosas lições que esse pequeno vírus veio nos ensinar?

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