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Qwerty Editorial – quem tem medo do coronavírus?

Em meio a uma das maiores crises globais da história recente, o medo que surge como consequência é mais do que ficar doente, ele passa pela incerteza do futuro, como a possibilidade de perder o emprego, a capacidade de proteger a si e a própria família, da solidão, entre tantas outras situações.

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Todos nós que estamos vivenciando este momento grave da história recente da humanidade, deve estar se perguntando até quando isso tudo vai durar. Bom, para responder a essa pergunta, precisamos olhar o passado do homem. A trajetória humana pode nos dar valiosas informações sobre como nossa espécie passou e superou períodos semelhantes ao longo de sua jornada.

Analisando algumas dessas fases, veremos que todas elas deixaram suas marcas na sociedade, algumas delas, de forma global, outras nem tanto, mas todas, sem dúvida, fizeram com que as pessoas atingidas diretamente ou não, saíssem mudadas, ou pelo menos as sociedades que se seguiram a tais eventos.

Ficar com medo é uma reação de toda a espécie animal, é uma forma de preservação da vida e como tal, possui algo de positivo, certamente. O problema surge quando esse mesmo medo começa a incapacitar o ser de tomar decisões que o façam sair da posição negativa ou perigosa onde se encontra. É o que estamos vendo na atualidade, depois que esse vírus, surgido na China, começou a se espalhar em uma rapidez assombrosa pelo planeta inteiro. Subestimado em um primeiro momento, ele já fez milhares de vítimas ao redor do mundo, e parece estarmos um tanto distantes de controlar sua propagação.

E de que exatamente as pessoas tem medo? No topo da lista, certamente vem o perigo de se contaminar. Sem um tratamento específico que seja eficaz com combate aos sintomas; sem uma estrutura de saúde preparada para uma pandemia dessas proporções, logicamente as pessoas ficam com medo do contagio.

Junto a esse está o medo de perder os entes queridos. Os pais e avós, sendo mais velhos e, portanto, os mais vulneráveis a esse tipo de vírus, são os que aparecem mais quando os índices de contaminação e mortes são noticiados ao redor do mundo.

Também figura em nossa relação de medos, a possibilidade, remota, é verdade, de desabastecimento. As pessoas ficam com medo de os mercados ficarem sem comida e itens básicos para a sobrevivência, o que impõe, não há como negar, verdadeiro terror em alguns.

Outro medo que surge como consequência diz respeito ao fantasma do desemprego – daqueles que estão empregados e também da massa gigantesca de brasileiros que já estavam sem uma ocupação antes do início da crise. Só de pensar na possibilidade de não ter dinheiro para pagar as despesas, como aluguel, água, luz, alimentação, etc, o pânico começa a tomar conta de muitos.

Esse medo se estende à classe empresarial que, há dias com seus estabelecimentos fechados por força de decretos, quebram a cabeça fazendo as contas para ver como irão pagar suas despesas, sem demitir os funcionários.

A lista de medos cresce a medida que os dias passam e a violência e criminalidade também aparecem como possibilidades. Sem saber ao certo em quanto tempo a pandemia será controlada, quais e que tamanho terão os reflexos que atingirão a sociedade como um todo, o mundo segue vivendo um momento de incertezas.

Contudo, é justo lembrar das tantas fases nebulosos pela qual o homem já passou para prever que logo essa também será superada. Aos que acreditam Deus, ou alguma força superior a reger nossos destinos, se agarrar a sua fé pode ser a tábua de salvação nesse momento difícil que irá fatalmente terminar. Aos que não acreditam, a lógica simples também diz que em algum momento, a pandemia será controlada, a sociedade irá se reinventar, afinal, adaptação é uma das principais características da espécie humana.

E você, do que tem medo?

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