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Qwerty Editorial – o coronavírus e a fragilidade da vida humana

Como seres microscópicos são capazes de atingir o homem de uma forma que despertam nele o bom e o ruim que cada um traz em si mesmo; como a vida humana pode ser tão forte e tão frágil ao mesmo tempo, são alguns dos temas que trazemos no editorial dessa semana

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Refletir sobre o cenário de pandemia que estamos atravessando na atualidade, precisa estar entre as prioridades da população em geral. Ficou mais do que claro que, apesar das distâncias, apesar das nações serem independentes e de cada um possuir a sua nacionalidade, os fenômenos naturais não respeitam fronteiras.

Ficou claro que o homem, em algum momento, e este talvez seja um dos mais importantes, deve despertar para o fato de que todos vivem na mesma casa planetária e que a ação de um afeta todos os demais.

Você pode até estar achando exagero das autoridades, alarme dos órgãos de imprensa, mas saiba que agentes infecciosos foram responsáveis pela extinção de povos inteiros no passado. Se antigamente, essas doenças se concentravam em determinadas regiões do globo, hoje, com a facilidade das viagens, o mundo ficou pequeno e uma simples pessoa infectada na China, como teve início a pandemia do novo Coronavírus, pode ser o agente transmissor para dezenas de pessoas do outro lado do mundo. Sem tratamento ou cura e uma ampla facilidade de contaminação, o vírus se espalhou rapidamente e já fez vítimas em quase todo o planeta.

Governos começaram a tomar providências, algumas delas drásticas, como quarentenas gerais. No Brasil, as medidas, um tanto tardias, segundo avaliação de alguns, começam a se intensificar. Em Dom Pedrito, no setor público, aulas e atendimentos de algumas repartições foram suspensas ou tiveram seu funcionamento alterado por um prazo inicial de 15 dias.

É de se pensar como uma estrutura tão pequena, que segundo alguns cientistas nem é considerado um ser vivo, pode ser capaz de desestabilizar um planeta inteiro. Entretanto, é forçoso ver nisso algo de positivo. A despeito das teorias de conspiração que pairam nas mentes de alguns, que afirmam ser tudo uma ação premeditada do governo da China, por exemplo, a vida prevalecerá. Essa não foi a primeira pandemia, e talvez não seja a última pela qual o homem passará. Essa é uma crise, mais uma, aliás, e dela temos que retirar valiosos ensinamentos, sejam eles de ordem moral ou material.

A pandemia do novo coronavírus vai ser controlada e as atividades humanas retornarão ao normal, é só uma questão de tempo. Como saldo, teremos inúmeras vítimas, mas também, um aprendizado que servirá para nos tornar pessoas melhores, e isso faz parte do processo evolutivo da raça humana – progredimos, nos adaptamos, passamos de um estágio para outro menos imperfeito, isso é evolução.

Enquanto isso não se dá, é bom pensar o quão efêmera é a vida humana – tão forte e tão frágil ao mesmo tempo, que uma simples partícula organizada é capaz de enfraquecê-la. Reflitamos sobre quão passageira é a vida uma vez que de uma hora para outra poderemos perdê-la, e não só pela doença que se avizinha, mas por um sem número de possibilidades que não percebemos no dia a dia.

O verbo a ser conjugado é o “estar” e não o “ser” – estamos aqui hoje, amanhã, quem saber; estamos em determinada posição, a qual pode ser retirada a qualquer momento; estamos em determinado trabalho, condição de saúde e lugar, situações que podem mudar da noite para o dia.

Pensemos nisso!

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