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A face do desemprego em Dom Pedrito

Cidade com concentração de renda, trabalhadores com pouca qualificação e falta de experiência são alguns dos fatores para o quadro atual

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Essa, por incrível que pareça, é uma triste realidade, e as chances de que esse quadro mude em curto ou médio prazo são muito pequenas. Na quarta-feira passada (4), uma cena chamou a atenção de quem transitava pela Av. Barão do Upacaraí, Centro de Dom Pedrito – uma fila de pessoas em frente a uma loja que oferecia algumas vagas de emprego, de 3 a 4. Conforme a direção da empresa, os selecionados deverão trabalhar em um novo empreendimento. Notícia boa, certamente. O que assustou foi o número de pessoas que atendeu ao anúncio feito nas redes sociais da loja naquela mesma manhã – 100 pessoas, mulheres em sua totalidade – todas elas, desempregadas. Mas o que isso significa? Em linhas gerais, foi uma forma de se mensurar o tamanho do desemprego na cidade de Dom Pedrito.

Dados do Ministério do Trabalho mostram que em 2019 houve 114 admissões, contra 126 demissões, quer dizer, além de o número de vagas ofertadas ser muito pequeno, os desligamentos superaram as contratações.

Outros dados da mesma fonte indicam que 15,6% da população está empregada, sendo que 32,7% tem uma renda mensal per capta de apenas meio salário mínimo.

Mas o quadro é mais grave do que se pode imaginar. De acordo com Iuri Castilhos, coordenador da agência FGTAS-SINE, de Dom Pedrito, recentemente uma empresa do setor primário ofertou 70 vagas. Sabem quantos currículos a agência recebeu? Aproximadamente 2.500. Pensem bem – 2.500 pessoas que procuravam uma das 70 vagas. Imaginemos que somente a metade represente uma família de três pessoas. Teremos um montante de 3.500 pessoas sem uma renda que garanta a sua subsistência.

Na maioria dos casos, a experiência é um fator exigido em uma contratação, mas a qualificação ou a falta dela, vem sendo, indubitavelmente, um limitador para muitos candidatos.

Em um município como Dom Pedrito, onde a vocação para o agronegócio é uma realidade, a qualificação do candidato é cada vez mais uma exigência, e serviços antes desempenhados por pessoas com pouca escolaridade, por exemplo, hoje precisam de trabalhadores especializados, é o caso das máquinas agrícolas que estão a cada dia agregando mais tecnologia.

Agora chegamos num ponto crucial – a tecnologia e as mudanças que a vida moderna trouxe. A mecanização de muitas tarefas pode até extinguir algumas vagas, porém, outras surgem em decorrência do aparecimento dessas mesmas tecnologias. São operadores de equipamentos, desenvolvedores de softwares e outras tantas.

Junto ao home Office, os espaços coworking surgem como tendência e os trabalhadores precisam se adaptar. Aos que possuem o seu emprego, não pensem que estão imunes às variações do mercado de trabalho. Valorizar a vaga é importante, mas cultivá-la através de atualizações constantes também se faz necessário.

Os ventos do trabalho contemporâneo mudaram e é preciso seguir na mesma direção.

Nesse cenário, a Qwerty Escola de Educação Profissional, oferece há mais de dez anos, cursos técnicos e profissionalizantes, ferramentas com um custo/benefício muito bom e que formam profissionais aptos para as exigências do mundo moderno.

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