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Safra da soja pode ter quebra de 16% por causa da estiagem no Rio Grande do Sul

Em Dom Pedrito ainda não há como precisar percentuais que ainda pode mudar caso chova nos próximos dias

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Algumas cidades do Rio Grande do Sul não recebem chuva significativa há 45 dias, justamente agora que a soja está na fase de enchimento de grãos. Desde novembro do ano passado, a distribuição das chuvas no estado não tem sido regular. As áreas da metade sul são as mais prejudicadas, em cidades como Pelotas, Cruz Altas e Rio Grande.
Com este cenário, a Emater do Rio Grande do Sul cortou em 16% a projeção para a safra de soja no estado. Inicialmente, em agosto de 2019, a produção estava estimada em 19,75 milhões de toneladas. Neste momento, a projeção caiu para 16,54 milhões de toneladas.

O grande agravante é que a chuva não vai aparecer tão cedo no Rio Grande do Sul. Até meados do dia 18 de março, não há expectativa de chuva volumosa porque todas as instabilidades estão concentradas na metade norte do Brasil. Enquanto o litoral de São Paulo recebe 250 milímetros em apenas 24 horas, Pelotas e Cruz Alta no rio Grande do Sul não terão nem 20 milímetros em 15 dias. “É uma situação bem preocupante, isto porque estamos em neutralidade climática. As projeções para o segundo semestre de 2020 indicam resfriamento das águas do oceano Pacífico Equatorial e uma possível La Niña que pode piorar ainda mais este cenário”, diz a meteorologista da Somar Desirée Brandt.

A quinta-feira, 4, será de tempo firme em praticamente toda a região Sul do Brasil devido ao avanço da massa de ar seco que inibe a formação de instabilidades. Condição de céu claro, poucas nuvens e temperaturas elevadas. Pode chover de forma bem isolada no leste catarinense, no leste do Paraná e pontos mais ao norte do estado, na divisa com São Paulo. De modo geral, não são esperados altos volumes.

Na sexta-feira, 5, o tempo firme ainda predomina em todo o Rio Grande do Sul, boa parte de Santa Catarina e no sul do Paraná devido ao avanço de uma massa de ar seco. Enquanto isso, chove nas demais áreas devido instabilidades em níveis médios da atmosfera, há mais ou menos 5km de altura, no entanto, serão pancadas isoladas e sem grandes acumulados. A tendência é de tempo firme nos próximos dias em grande parte da região. Aliás, atenção para a chegada de uma onda de calor na região já neste fim de semana. As temperaturas voltam a passar facilmente dos 30 °C, o que agrava a perda de umidade do solo.

Fonte: Pryscilla Paiva / Canal Rural

Ainda em janeiro, os produtores de Dom Pedrito viviam situação diferente das demais áreas do estado para a safra de soja 2019/20. O município até enfrentava um déficit hídrico, que já era menor do que outros locais, mas as chuvas dos últimos dias haviam melhorarado ainda mais o desenvolvimento das lavouras. Na oportunidade, segundo o Presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, José Roberto Weber, a previsão seguia sendo de produtividade entre 50 e 60 sacas por hectare para os 140 mil hectares cultivados com soja nesta safra.

Em contato com o José Roberto Pires Weber na manhã desta quarta-feira (04), ele disse que “agora, com certeza deve ter ocorrido uma frustração maior na produtividade da soja, mas não temos condições ainda de precisar percentuais, até porque caso chova nos próximos dias, poderá haver alguma recuperação nas plantações”.

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