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Médico André Kalil, responsável por pesquisa de cura do coronavírus, aponta: Preparação, sem pânico, é muito importante

"Vírus deve ser encarado como um risco potencial para uma pandemia", diz ele

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De acordo com informações divulgadas ontem, o número de pessoas infectadas com coronavírus (Covid-19) no mundo chegou a 90.914, das quais 3.116 morreram. Isso em 76 países e territórios. E o responsável pelo ensaio clínico do novo antiviral que visa curar a doença é um bajeense, o médico e pesquisador André Kalil, que atua no Global Center for Health Security at the University of Nebraska Medical Center, em Omaha, Estados Unidos. Em entrevista exclusiva ao Jornal MINUANO, o médico de 53 anos relembrou o passado na cidade com carinho, onde, segundo ele próprio, mantém fortes vínculos familiares e de amizade.

“Nasci e fui criado na bela cidade de Bagé. Meus pais, Felipe e Glória Kalil, sempre foram grandes exemplos de vida para mim e para os meus queridos irmãos Roberto Sami, Nelson Gustavo, Luiz Francisco e José Felipe. Devo tudo na minha vida aos meus maravilhosos pais, de amor e dedicação infindável”, destaca. Kalil deixou Bagé para estudar Medicina, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Em seguida, foi para Porto Alegre, onde realizou residência de medicina interna. De lá, seguiu para os Estados Unidos, onde fez uma nova residência em Medicina Interna, na Universidade de Miami, com especialização em Intensivismo no Instituto Nacional de Saúde (NIH) e Infectologia na Universidade de Harvard. “Agora estou há quase vinte anos aqui na Universidade de Nebraska. Meu foco de trabalho tem sido nos cuidados clínicos e pesquisa de pacientes transplantados e pacientes com doenças infecciosas agudas”, explica.

Na Universidade de Nebraska, o bajeense atuou na busca por uma solução para a crise do ebola, que vitimou mais de 11 mil vidas na África Ocidental entre 2014 e 2016. “Trabalhei na crise do ebola anterior, e muito do que aprendemos naquele período está sendo aplicado agora nesta epidemia de Covid-19”, destaca. Agora, o bajeense é responsável por coordenar o ensaio clínico, que será aplicado em 50 centros hospitalares nos Estados Unidos, além de outros países afetados pela epidemia.

Ele explica que as equipes serão compostas por médicos, enfermeiras, farmacêuticos e coordenadores de pesquisa em cada hospital. Conforme relata, o ensaio está planejado para incluir, aproximadamente, 400 pacientes com pneumonia devido ao Covid-19. A metade vai receber a medicação e a outra metade vai receber o placebo. Kalil destaca que o desenho com dois grupos é a única maneira de se descobrir se a medicação funciona ou não. A expectativa é de se descobrir uma medicação efetiva para o tratamento de pneumonia por Covid-19.

O médico afirma que não há previsão de quando sairão os resultados, já que isso depende do andamento da epidemia. Contudo, alerta para a necessidade de que precauções contra a doença sejam tomadas, mas sem criar um ambiente de medo. “Este vírus deve ser encarado como um risco potencial para uma pandemia. Portanto preparação, sem pânico, é muito importante neste momento”, aponta.

Fonte: Jornal Minuano

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