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Em três anos, mais de 1,8 mil microempreendedores formalizaram negócio em Bagé

Na atualidade, mais de 5,5 mil empreendedores formalizados em mais de 200 ramos de atividades na Rainha da Fronteira

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Desde 2009, quando a lei que cria o Microempreendedor Individual entrou em vigor, muitos foram os profissionais que saíram da informalidade e passaram a desenvolver suas atividades como MEIs. O programa, que completa 11 anos em julho, registra, na atualidade, mais de 5,5 mil empreendedores formalizados em mais de 200 ramos de atividades na Rainha da Fronteira. Os dados são do Ministério da Economia.

Neste mês, um levantamento realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDI) apontou que o município atingiu uma marca histórica em formalização. De acordo com os dados, de janeiro de 2017 a dezembro de 2019, mais de 1,8 mil empreendedores se inscreveram como MEIs. O titular da SDI, Bayard Paschoa Pereira, justifica os números pelo trabalho que a pasta vem desenvolvendo desde o início da atual administração municipal. “Criamos programas de fomento para fortalecer as empresas locais e evitar a mortalidade que é registrada no primeiro ano de trabalho, além de sermos o segundo município no Estado a aprovar e colocar em prática a Lei de Liberdade Econômica”, diz.

Em outubro do ano passado, comenta Bayard, o município foi a segunda cidade do Rio Grande do Sul a implementar a lei de liberdade econômica. Pela legislação, empreendedores que exercem atividades de baixo risco, como barbeiros, cabeleireiros e sapateiros, estão dispensados de ter alvará. Em Bagé, os cinco principais setores adeptos ao Simples Nacional são o comércio varejista, que possui 561 registros, seguido pelo ramo de cabeleireiros, manicure e pedicure, com 370 adeptos, minimercados, mercearias e armazéns, com 229 microempreendedores na cidade.

O prefeito Divaldo Lara comemora a estatística. “Bagé está no rumo certo. Potencializamos o mercado e criamos oportunidades. Desenvolver e fortalecer as empresas locais é ter a certeza do crescimento econômico, geração de emprego e renda para a nossa cidade”, argumenta. Outro ponto relevante registrado pelo Governo Municipal foi a criação da Casa do Empreendedor, espaço que reúne todos os serviços necessários para a abertura de microempresas.

O objetivo, de acordo com Bayard, foi de racionalizar, simplificar e desburocratizar a formalização dos microempreendedores. “A Casa do Empreendedor representa o rompimento de um ciclo vicioso histórico baseado na burocracia e o ingresso em um ciclo virtuoso em que há estrutura para acolher os que querem empreender. O resultado está no saldo positivo de mais de 1,8 mil pessoas que buscaram a sua formalização”, enfatiza.

Para a manicure Cris Wallwitz, profissional atuante há mais de 15 anos na área, a formalização foi uma necessidade. “Já havia iniciado o processo há oito anos, mas tive que interromper. Ao retornar utilizei o serviço da Casa do Empreendedor. A facilidade e rapidez foram impressionantes. Além do atendimento acolhedor, ter todos os serviços que precisamos em um único local faz muita diferença”, conta.

Cris comenta, ainda, que quando buscou a formalidade pela primeira vez enfrentou dificuldades. “Iamos de um lugar para o outro e parece que nunca conseguia terminar o processo, foi muito desgastante”, conta. Já para Alexandra dos Santos, que também atua como manicure, a regularização passa mais credibilidade aos clientes. “Decidi me formalizar para ter mais credibilidade e também para poder fazer investimento na minha carreira, crescer profissionalmente”, explica.

Eventos e programas fortalecem crescimento, sustenta secretário

A realização de programas de fomento ao comércio local também é um dos fatores fundamentais para o crescimento econômico e o surgimento de novas empresas na Rainha da Fronteira. A SDI, desde 2017, criou diversos eventos, entre eles o Sábados Azuis, que já está na sua 15ª edição, além do Festival da Cerveja, Gastro Beer, Feiras de artesanato, que acontecem de forma permanente no Coreto Municipal ou em datas comemorativas como a Femãe e a Fenatal, além da Feira do Peixe, Feira Orgânica, Bagé PetShow, GastroBeer, Festival da Cerveja, Mostra do Mel da Campanha e Alto Camaquã, Moda Cobame 2ª edição.

Segundo Bayard, a valorização da produção local tem acontecido para que se fortaleçam os diversos setores da economia. “Nós buscamos criar e inovar para fortalecer. São pequenas ações que geram um grande impacto no fortalecimento desses empreendedores”, diz. O aposentado Claudenir Pinheiro, por exemplo, encontrou uma alternativa para o aumento da renda familiar. “Eu estava aposentado e meu genro desempregado. Então, como ele tinha experiência na área de alimentação, montamos um foodtruck”, conta. O empreendedor diz também que sua primeira ação foi procurar a SDI para se cadastrar e participar dos eventos. “Formalizamos nossa empresa e encontramos na SDI um espaço para que nossos clientes nos conhecessem. Estamos a oito meses trabalhando e já planejamos expandir”, justificou.

Além da economia local, alguns dos eventos realizados pela secretaria também incluem a produção regional. A extensionista da Emater da cidade de Hulha Negra, Carmem Cáceres, argumenta que os espaços agregaram valor aos produtos da região. “O Governo de Bagé abriu uma janela para as cidades da região, pois nosso mercado é muito pequeno e se não estivermos mais próximo do consumidor não conseguimos encerrar o ciclo de produção. É a valorização da produção local”, conclui.

Reprodução: Jornal Minuano

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