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Qwerty Editorial – Violência em Dom Pedrito, qual é a solução?

Diante de um 2020 que contabiliza dois homicídios, analisar o cenário atual, as causas e possíveis soluções para enfrentar o problema, merece estar na pauta de nossas discussões

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O ano começou de uma forma que ninguém esperava, aliás, o dia 31 de dezembro de 2019 já deu a mostra de como seria o primeiro mês do ano. Além dos assaltos que estão cada vez mais ousados, os homicídios, que até hoje contabilizam duas vítimas, sinalizam uma tendência muito ruim para o restante desse ano. Fontes não oficiais indicam que mais mortes, a exemplo da que ocorreu durante a semana, deverão acontecer, uma vez que o submundo do tráfico de drogas não perdoa – dívidas, disputas por pontos de tráfico e outros motivos que não vem à tona, deixam um rastro de crimes.

Infelizmente não são somente os traficantes e usuários os principais alvos, e alguns comentam que enquanto eles estiverem matando uns aos outros não há problema e até seria algo a ser considerado bom. Mas não é bem assim, a criminalidade afeta a sociedade como um todo. Por uma ação de causa e efeito, toda a ação violenta que acontece no seio da sociedade, causa uma reação equivalente e em sentido contrário – é a terceira Lei de Newton, não há como escapar.

Frente à impassibilidade do governo do Estado, que há décadas negligencia a segurança pública, promovendo o desaparelhamento de nossas forças de segurança, os municípios, vítimas do crime, impotentes diante da violência, começam eles mesmos estudar medidas para fazer aquilo que o Estado não faz.

A ação que já mostrou dar resultado em outros municípios e que em Dom Pedrito também já foram e continuam sendo implementadas, é o investimento em inteligência. Como exemplo, podemos citar as 16 câmeras de vídeo que começaram a ser instaladas durante a semana que passou. Em uma parceria entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e também do Consepro de Dom Pedrito, os equipamentos estarão posicionados em quatro pontos diferentes da cidade e que foram definidos pelos órgãos de segurança após um estudo estatístico. Além de cobrir os quatro lados dos cruzamentos onde estão instaladas, elas possuem identificação facial, o que permite a localização de pessoas cadastradas previamente. A Brigada Militar receberá mais dois monitores que, somados ao já existente, ampliará ainda mais a vigilância da área urbana.

Como se vê, a inteligência parece ser o único caminho que nesse momento é capaz de modificar cenário atual de violência, até porque, é custoso acreditar que em curto e médio prazo o Estado resolverá o problema de efetivo da Brigada Militar e da Polícia Civil, por exemplo. Promessas de forças-tarefa, operações pontuais que desembarcam por aqui, geram resultados, mas depois vão embora deixando a comunidade pedritense mais uma vez exposta aos bandidos, não resolvendo, portanto, o problema da criminalidade que retorna assim que essas operações terminam.

Investir em prevenção, em inteligência, em videomonitoramento, embora à custa dos municípios, traz um resultado prático que de outra forma não acontecerá.

Não adianta as pessoas se revoltarem, apontarem culpados, querer que o Estado cumpra o seu papel. É preciso achar alternativas para que os problemas vividos aqui, recebam ações e medidas tomadas pela própria comunidade que, através de suas forças vivas, seus representantes possam colocar em prática medidas que inibam o cometimento de novos crimes e, se eles acontecerem, que essa mesma comunidade tenha as condições de identificar os seus responsáveis, como no caso das novas 16 câmeras que agora aumentarão a rede de monitoramento da cidade.

Aos empresários, àqueles que são mais aquinhoados, uma dica: auxilie o Consepro de Dom Pedrito com valores para que mais ações como essa possam ser levadas a efeito.

Reclamar, ou assistir a criminalidade crescer quando se pode ajudar, equivale a dizer que, ou a violência é encarada como um problema do outro, ou simplesmente o egoísmo já tomou conta da sociedade.

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