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Durante abertura da colheita, Farsul pede apoio ao setor arrozeiro

A Federação da Agricultura do Estado (Farsul) aproveitou a presença de autoridades na 28ª Abertura da Colheita do Arroz, ocorrida na sexta-feira (23), em Cachoeirinha, para cobrar soluções para os verdadeiros gargalos da lavoura do arroz: a elevada carga tributária e a concorrência desleal com países do Mercosul. “Não podemos mais enfrentar essa situação apenas com remédios genéricos e paliativos”, afirmou o presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, durante a solenidade.

O pedido aconteceu depois da realização dos primeiros leilões do produto pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), que ofertou apoio em 300 mil toneladas do produto e vendeu 170,6 mil toneladas, somando Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A medida, que atendeu a pleito da Farsul e da Federarroz, reduz a pressão da oferta no mercado interno e deve melhorar as cotações do cereal, hoje abaixo do preço mínimo (R$ 36,00 o saco de 50 quilos). Porém, é considerada apenas uma ação emergencial frente a um setor que enfrenta recorrentes crises.

Ao lado do presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, o vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad, o vice-governador José Paulo Cairoli e representantes de entidades como o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, o presidente da, Fetag-RS, Carlos Joel, o presidente do Irga, Günter Frantz e movimento Te Mexe, Arrozeiro, Schardong fez um discurso intenso, em que cobrou “vontade política” para fazer mudanças estruturais no setor.

Pediu ao governador José Ivo Sartori, por exemplo, que abra mão de alguns tributos, principalmente na venda do arroz em casca para outros estados (ICMS), porque o que o Estado deixa de arrecadar com isso é menos prejudicial do que um futuro sem arrozeiro para plantar. E não deixou de cobrar atenção do secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, aos problemas, dizendo que era importante sua presença no evento para que levasse “o retrato real da lavoura de arroz” a Brasília, pois os interlocutores pareciam não transmitir a gravidade da maneira como deveriam.

Ao final, convocou uma salva de palmas ao produtor de arroz gaúcho, sugestão prontamente recebida pelos agricultores atentos em frente ao palco. “Debaixo dos maiores problemas, ele cumpriu com o seu papel e botou mais de 70% do arroz na mesa do brasileiro”, destacou. O Estado alcançou, na safra passada, a maior produtividade de sua história com on grão: 7.914 quilos por hectare, conforme o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga). A produção chegou a 8,7 milhões de toneladas.
Participaram também do evento, o superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, entre outras autoridades.

Ainda no evento, foi realizada homenagem ao ex-presidente da Farsul, Carlos Sperotto, que faleceu em dezembro após liderar a entidade por 20 anos. A esposa, Mariana Sperotto, e filhos receberam a “Pá de Ouro” das mãos do presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, que afirmou ser este um justo reconhecimento à trajetória do dirigente e a participação constante nos pleitos orizícolas.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

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