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Qwerty Editorial – Facebook ou mundo real? Que vida você vive?

Em um mundo onde as redes sociais tomam cada vez mais o espaço na vida das pessoas, é natural refletirmos sobre o real significado que damos para as redes sociais de uma maneira geral.

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É comum ver no comportamento das pessoas, por exemplo, principalmente no Facebook e Instagram, um estilo de vida que nem sempre condiz com a realidade, e parafraseando o que disse Tim Maia na música “Me dê motivo” … nós criamos um mundo de encanto, onde tudo é belo… Casais apaixonados que em realidade escondem em sua intimidade, dramas domésticos incontáveis; homens e mulheres ostentando carros que não são seus, com roupas que não pagaram e com amigos que não possuem.

Mas qual fenômeno psicológico faz o ser humano agir assim? Talvez os psicólogos possam nos ajudar. Mas como leigos que somos, dotados de um senso de observação que caracteriza nossa profissão, é possível avaliar algumas das causas.

Talvez a necessidade de aprovação seja uma das principais e certamente contribui para que grande parte dos usuários das redes sociais publique em seus perfis um estilo de vida que muitas vezes não possuem. Um exemplo é gastar um dinheiro com um celular de última geração, e não ter sequer, recursos para vestir-se ou alimentar-se adequadamente, ou mesmo exigir isso de pais que são assalariados; também é possível ver em selfies de todos os tipos, sorrisos passageiros que escondem lágrimas ou frustrações.

Daí a pergunta: Que vida você vive?

Estudos indicam que há uma parcela da população que, ao utilizar as redes sociais acabam por internalizar uma frustração, justamente por não ter um “perfil” semelhante aos supostos homens e mulheres de sucesso, por não estar acompanhando a “moda”, a tendência, o estilo de vida que a sociedade aprova. Daí um grande número de indivíduos que se tornam infelizes por ver a suposta felicidade dos outros, felicidade esta que ele não tem (?).

Esse é um ângulo das redes sociais, mas não podemos deixar de falar de outra variedade de usuários – os especialistas, que também poderiam ser subdivididos em outra categoria – os juízes. Se é verdade que o Facebook deu voz a quem nunca teve, também fez com que muitos perdessem a oportunidade de ficar calados. É comum ver essas categorias fazendo julgamentos sobre temas que não conhecem, não entendem e não fazem questão de entender; analisam as questões superficialmente, comentam o comentário anterior e, como o telefone sem fio, distorcem a mensagem original.

Muitos utilizam esse espaço para ofender, caluniar e descredibilizar pessoas ou instituições, comportando-se como se na frente dessas telas, grandes ou pequenas, tudo fosse permitido, esquecendo que o caráter tecnológico desse estilo de vida nos torna, sim, responsáveis por aquilo de bom ou de ruim que fazemos, dentro ou fora da rede social. Não é outro o motivo pelo qual a própria legislação precisou se adaptar e criar leis para nortear o comportamento das pessoas nesses ambientes. A rede social, a exemplo de um imã que atrai ou repele, dependendo da polaridade, afasta ou aproxima, dependendo de como ela é utilizada.

Com cada vez mais ferramentas e possibilidades sendo incorporadas nas redes sociais, é compreensível que o ser humano, arrastado por essa onde de tecnologia, perca, por vezes, a noção de realidade. Como são relativamente novas se comparadas à história tecnológica do homem moderno, queremos pensar que com o passar do tempo ele aprenderá a se portar no mundo digital da mesma forma que na vida real, afinal uma é a continuação da outra.

Facebook ou mundo real, que vida você vive?

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