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Linha de R$ 1 bilhão para renegociação de produtores deve sair nesta semana

Recursos do BNDES não serão exclusivos para produtores do arroz, mas vêm como uma das medidas emergenciais de apoio à cultura

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Pressionados pela crise da atividade, produtores de arroz do Rio Grande do Sul poderão receber ainda nesta semana a confirmação de linha do BNDES para renegociação de dívidas. No valor de R$ 1 bilhão, com 12 anos para pagamento e três de carência e juro anual de 8%, o crédito, no entanto, não será exclusivo para a cultura. É por isso que entidades do setor alertam para que o arrozeiro se agilize na busca do recurso.

Detalhes estão sendo acertados e a liberação ainda depende de resolução a ser publicada. Mas, parlamentares que acompanham as negociações garantem que se trata apenas de questão de tempo. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirma que a expectativa é de que saia nesta semana. Ele e o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, estiveram no sábado em Pelotas, no Sul, em Alegrete, na Fronteira Oeste, e em Santa Maria, na Região Central, para conversarem com produtores de arroz sobre as medidas que buscam trazer um pouco de fôlego ao setor. 

– Tem que sair. O produtor está espremido pela janela de plantio. Estamos tratando agora de questão de natureza emergencial. Mas precisamos buscar solução posterior a isso, baixar o custo de produção. Lavoura sem renda não se viabiliza – pondera Moreira. 

Hoje, nova reunião será realizada, dessa vez na sede da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). A ideia é construir uma espécie de cartilha, com as regras de funcionamento, para evitar interpretações diferentes. 

Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz-RS), o potencial renegociável – ou seja, que poderia vir a ser renegociado – é estimado em R$ 2 bilhões. Nessa cifra entra também dívida fora do sistema oficial de crédito. 

Sobre o R$ 1 bilhão a ser liberado para renegociação, o presidente da entidade, Alexandre Velho, avalia:

– Sabemos da dificuldade tanto de recursos do Ministério da Economia quanto em questões fiscais. Dentro da realidade atual do governo federal, acho que é uma solução razoável.

Outras ações, como o fundo de aval fraterno, por exemplo, dependem de medida provisória, também aguardada para os próximos dias. Fonte GaúchaZH/Gisele Loeblein

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