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Bagé deverá receber escola cívico-militar

Modelo pode ser uma alternativa para a educação? Caso fosse implantada em Dom Pedrito, ajudaria no processo de formação?

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O programa Gaúcha+ de segunda-feira (9), entrevistou o subsecretário de Fomento às Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação (MEC), Coronel Aroldo Ribeiro Cursino. Ele explicou com será adoção do modelo anunciado pelo governo federal e quais as cidades já estão no radar no Rio Grande do Sul. Bagé foi confirmada por Cursino.

A intenção do governo é ofertar as mais de 200 escolas cívico-militares no país até 2023. A adesão de estados e municípios é voluntária. Com o programa, a União colocará à disposição de governos estaduais e municipais estrutura e militares da reserva, que atuarão em funções administrativas nas escolas. Serão gastos R$ 54 milhões só no próximo ano. Cada escola receberá R$ 1 milhão para adequações de infraestrutura.

De acordo com o subsecretário, no Rio Grande do Sul, o governo federal planeja implementar o modelo em, ao menos duas, cidades. Alvorada, sexta cidade mais violenta do Brasil, segundo o Atlas da Violência 2019, está cotada como um dos municípios contemplados.

Conforme Cursino, Bagé, na região da Campanha, será uma das escolhidas como modelo. A pasta aguarda a indicação de uma instituição por parte do governador Eduardo Leite.

— Bagé foi escolhida como piloto dado o avançado do projeto apresentado pelo prefeito. É uma região importante da nossa fronteira. A principal característica é que a escola apresente um baixo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e que os alunos estejam em situação de vulnerabilidade social. Isso para que possamos, por intermédio desse modelo, resgatar a capacidade do jovens de serem protagonista da sua vida — completou o coronel.

No âmbito de gestão, o modelo atuará em três frentes: área administrativa, educacional e didático pedagógica. Na educacional, os militares exercerão a função de monitores. No ditado pedagógico, os professores e pedagogos da unidade continuarão realizando as funções ao lado dos monitores, para que, segundo o subsecretário, o trabalho possa ser potencializado.

Os principais pontos do modelo

  • Serão, aproximadamente, destacados 18 militares para uma escola de até mil alunos.
  • O cálculo do MEC é de um monitor para cada duas turmas de 30 alunos. Um oficial de gestão escolar que vai trabalhar com o diretor.
  • Seleção dos militares que atuação nas escolas será voluntária, o Ministério da Defesa possui relação dos moram nas localidades. Todos serão capacitados para atuar no modelo escolar a ser implementado.
  • A seleção dos alunos para as instituições seguirá o previsto pelo município e pelo Estado. Não haverá um processo específico, como ocorre no Colégio Militar de Porto Alegre, por exemplo.

Fonte: GaúchaZH

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