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Violência doméstica em Dom Pedrito – 2019 já superou em 33% o número de agressões de 2018

A cada três dias, em média, uma mulher é agredida em Dom Pedrito. Seguindo essa estatística, mais 40 casos deverão ser registrados até o final do ano.

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O número representa uma triste estimativa e uma cruel realidade. Quase que diariamente, a comunidade pedritense assiste pelos veículos de comunicação, notadamente pelos canais da Qwerty Portal de Notícias, ocorrências de violência doméstica, onde as mulheres representam quase que a totalidade dos casos que chegam à delegacia local.

A reportagem da Qwerty teve acesso ao número de casos registrados na Delegacia de Polícia de Dom Pedrito, no ano de 2018 e 2019, até o mês de agosto. Aquilo que já era uma impressão acabou se confirmando. De acordo com a delegada Daniela Barbosa de Borba, em todo o ano de 2018, 60 registros de violência doméstica foram registrados na delegacia local. Em 2019, até o mês passado, 80 registros já haviam chegado ao conhecimento das autoridades policiais, o que dá, em média, um caso a cada três dias, ultrapassando em 33% o número de casos de 2018.

O fenômeno responsável por esse aumento substancial é uma incógnita. Talvez ele nem represente o real cenário existente na cidade, uma vez que o percentual maior pode ser o resultado do consequente aumento do número de Boletins de Ocorrência, ou seja, mais casos estão chegando ao conhecimento das autoridades, o que supostamente, em um período anterior poderia não estar acontecendo.

Todavia, independente desses números representarem ou não o real quadro de violência doméstica, eles impressionam tão somente pelo fato de que ainda faltam quatro meses para terminar o ano, e a estatística prevê que quarenta casos ainda deverão acontecer, isto é, quarenta mulheres poderão serão violentadas. São quarenta mães, esposas, filhas, namoradas, enfim, quarenta ocasiões em que homens, aproveitando-se da vantagem física, da dependência financeira das vítimas, irão protagonizar uma prática que, apesar de estar sendo reprimida, ainda faz, quase que diariamente, suas vítimas.

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