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Qwerty Editorial – fazer do limão, uma limonada

A crise vista sob uma ótica positiva. Parte de uma engrenagem, ela vem e vai de tempos em tempos alavancando o progresso da humanidade

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A palavra crise, escrita em chinês – 危機, representada por esses dois caracteres, significa “risco” e “oportunidade”.  Mesmo sendo contestada por alguns autores, a assertiva se reveste de um grande significado. É a partir das crises que o homem sai do lugar comum, das zonas de conforto, e parte em busca de algo novo. É uma realidade que está intrinsecamente ligada à natureza do planeta como um todo. No passado, as grandes migrações foram o resultado da necessidade que os homens primitivos tiveram de procurar zonas mais quentes, lugares onde o alimento estivesse mais disponível. A revolução industrial foi outro momento importante na vida dos trabalhadores – enquanto muitas vagas foram substituídas pelas máquinas, outros postos de trabalho surgiram em decorrência do aumento do número de fábricas. É a crise ditando o ritmo da humanidade. A própria lavoura orizícola é mais um exemplo clássico em que a mecanização deu fim a dezenas de vagas. Os inúmeros trabalhadores utilizados na colheita com foices, foram substituídos pelas colheitadeiras. Para onde eles foram? Precisaram se readaptar, superar o momento de crise.

Dom Pedrito vive na atualidade, a exemplo de outros municípios, um momento delicado. Com sua economia baseada no setor primário, com destaque para as culturas do arroz e da soja, as dificuldades enfrentadas pelo setor, somadas às perdas decorrentes de problemas climáticos dos últimos anos, fez com que mais de uma dezena de agricultores deixassem a atividade, o que acarretou, consequentemente, em um sem número de famílias desempregadas. Outro motivo para a diminuição natural de vagas no setor, é a implantação de tecnologia, o que exigiu de um trabalhador braçal, uma maior qualificação.

Este é um ponto importantíssimo. A vida contemporânea exige cada vez mais, que as pessoas estejam qualificadas para atender as expectativas do mercado de trabalho. Assim como algumas atividades vão naturalmente se extinguindo, outras surgem e precisam que as pessoas estejam aptas a desempenhá-las. Como se faz isso? A resposta é apenas uma – procurando qualificação. A Qwerty Escola de Educação Profissional, por exemplo, vem a mais de uma década formando profissionais diferenciados através de seus cursos técnicos e profissionalizantes, que sem essa qualificação estariam, quem sabe, integrando a fila dos que buscam uma vaga de emprego. Outra realidade do mundo moderno é que a qualificação para uma determinada atividade não é garantia de perenidade no emprego, é necessário estar constantemente se atualizando sob pena de ser ultrapassado pela onda avassaladora do desemprego.

Para se ter uma ideia, no município, em torno de 13% da população está desempregada. Segundo dados oficiais da agência do Sine, 1.631 pessoas solicitaram o seguro-desemprego em Dom Pedrito no período de abril de 2018 e o mesmo mês em 2019. Recentemente uma empresa que oferecia uma vaga de emprego, recebeu 187 inscrições, o que só confirma o grande índice de desemprego pelo qual passa a população local. O que fazer diante desse cenário parece ser a pergunta de um milhão de dólares. A resposta está intimamente ligada à força de vontade íntima de cada um; estar disposto a mudar drasticamente de área, também pode significar a diferença entre continuar desempregado e ingressar no mercado; a qualificação também é o ponto chave nessa engrenagem, pois sem ela, mesmo que haja vagas suficientes, você será excluído de possíveis seleções; uma vez trabalhando, busque estar constantemente se atualizando, isto significará a diferença caso a empresa que você trabalha precisar fazer demissões.

No mais, a vida é assim. A exemplo de uma gangorra, ora estamos em cima, ora em baixo, e as crises vão e vem, fazendo com que nos adaptemos a novas situações. Ganha, ou obtém o sucesso, aquele que tem maior capacidade de se adaptar e fazer do limão, uma limonada. Pensemos nisso!

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