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RS deve perder 684 vagas do Mais Médicos nos próximos meses

Em Dom Pedrito existem sete equipes do Programa Mais Médicos, todos profissionais brasileiros e, segundo a Secretária de Saúde Lillian Camponogara, não há nenhuma alteração prevista, ao menos por enquanto.

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Ministério da Saúde irá substituir o programa e reduzir o número de municípios contemplados.O Rio Grande do Sul deve perder mais da metade do número de vagas do Mais Médicos nos próximos meses. A projeção é do secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, responsável pelo programa no governo federal. Atualmente, o Estado conta com 1.318 vagas em 375 municípios. Com a mudança, passará a ter apenas 634 em uma quantidade menor de cidades.

Conforme Harzheim, a redução faz parte da mudança proposta pela União. A intenção é excluir o atual Mais Médicos e criar uma nova metodologia. Nessa troca, o novo programa irá contemplar apenas municípios com baixo índice de desenvolvimento econômico.

— As vagas em cidades com bom desenvolvimento não serão repostas, como em Porto Alegre e grandes centros urbanos. O foco desse programa é para municípios pequenos e afastados de grandes centros, essa é a natureza da lei aprovada em 2013 — afirma.

De acordo com o ex-secretário da Saúde de Porto Alegre, a novo programa está praticamente finalizado e deve ser enviado ao Congresso Nacional em julho.

— Será um projeto de medicina da família voltado para suprir vagas nos municípios que historicamente têm mais dificuldade em manter o profissional. Inclusive, vamos ampliar o número de médicos para essas cidades — garante.

Questionado sobre a inclusão dos municípios maiores que enfrentam bolsões de pobreza, Harzheim explica que uma parte das vagas será destinada a regiões de alta vulnerabilidade.

— Em vez de dar uma vaga para o município de Alvorada, por exemplo, nós vamos ter uma classificação de todas as 43 mil equipes de saúde da família do Brasil e atender as equipes de maior vulnerabilidade — detalha, ao frisar que essas equipes podem não estar situadas nos municípios com o perfil do programa.

Sobre a participação de profissionais estrangeiros, Harzheim salienta que o novo programa, que ainda não tem nome definido, irá valorizar a liberdade individual e a atração de médicos brasileiros.

— Como governo federal, temos várias estratégias de saúde em andamento. Mas precisamos entender que a presença de um médico do município não é responsabilidade do governo federal. Também é nossa, mas o gestor municipal também tem suas responsabilidades — finaliza.

Fonte: GaúchaZH

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