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Qwerty Editorial – Inverno, época de aquecer o corpo e os corações

Diante de um cenário igual a todos, pensar sobre os contrastes presentes em Dom Pedrito, é uma necessidade que se impõe

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Você já se perguntou como é enfrentar o frio do inverno sem recursos? Talvez seja essa uma pergunta que a maioria de nós prefira não se fazer, talvez prefiramos virar o rosto a esse problema que campeia as periferias de Dom Pedrito, numa atitude que confirma a máxima popular que diz: “o que os olhos não veem, o coração não sente”. O inverno se aproxima, mas o frio já dá suas caras e o minuano se avizinha. A estação mais fria do ano traz consigo as belas paisagens; dentro dos lares, as lareiras e os fogões a lenha são acesos; as famílias confraternizam em momentos de aconchego. O que a maioria das pessoas não percebe é que a mesma temperatura que proporciona instantes de alegria e conforto no interior das habitações, é a mesma que traz uma série de problemas para as famílias mais pobres.

A casa de estrutura frágil, as vezes com frestas, sem forro; as cobertas insuficientes, a comida controlada, as poucas roupas das crianças, o desemprego do pai de família. Um cenário de poucas perspectivas agravado pelas baixas temperaturas que como dissemos, começa a se intensificar conforme os dias passam.

O inverno se aproxima, mas o frio já dá suas caras e o minuano se avizinha.

É diante desse cenário onde vivemos que passamos a analisar as coisas. É certo que a pobreza sempre existiu, que Dom Pedrito não detém o privilégio de enfrentar essas chagas sociais, mas se ela existe, porque não estender a mão. Se há dificuldade em ir até onde a miséria está, existem na própria administração pública setores especializados, ou melhor, uma secretaria inteira voltada ao lado social, e que pode indicar ou intermediar essa ajuda.

A própria campanha do agasalho foi lançada oficialmente pela prefeitura recentemente, muito embora funcione de forma regular durante todo o ano. As organizações religiosas também são responsáveis por inúmeras ações que levam a roupa, alimento e esperança para quem precisa. O projeto Cabide Solidário que a Qwerty desenvolve também facilita a doação e a aquisição de agasalhos. Com dois pontos no centro – na Qwerty Escola e Qwerty Internet, e outro junto ao Centro Comunitário do Bairro Dr. José Tude de Godoy, esses locais aumento o leque de possibilidades de ajudar aqueles que dependem e muito dessas roupas que já não nos servem mais. Existem tantas formas de ajudar e muitas vezes, nem dinheiro é preciso, afinal, atenção e carinho não custam nada além de amor e boa vontade.

Se queremos uma cidade mais igualitária, com mais calor humano, cada um precisa dar a sua cota de doação, abandonar suas zonas de conforto. Dom Pedrito não é só a Av. Barão do Upacarai, não é somente a Praça General Osório. Possuímos lugares onde a miséria é grande e muitos se espantariam em ver e até mesmo em tomar conhecimento dessa Dom Pedrito oculta, apartada, mas que faz parte da nossa realidade.

Fazemos parte de um município muito rico, mas de uma riqueza concentrada, onde a desigualdade social vem se tornando cada vez mais acentuada. Ao contrário de municípios relativamente parecidos, seja pelo número de habitantes, seja pela extensão territorial, em que existem muitos pequenos produtores, Dom Pedrito, por suas características territoriais e culturais, facultou que ocorresse um fenômeno diferente, a concentração da renda. Não se trata de uma crítica, apenas de uma observação de um fato que, na balança social, faz com que, inevitavelmente, um dos pratos fique muito abaixo do outro.

Para cada sala de lareira acessa existem outros tantos fogões sem lume nos arreadores de Dom Pedrito; para cada sorriso de alegria, existem outras dezenas de lágrimas esperando serem enxugadas, mas para isso é preciso ação, é preciso decisão e a força de braços operosos em favor de alguém que está logo ali, ao nosso alcance.

O inverno se aproxima, mas o frio já dá suas caras e o minuano se avizinha.

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