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Júri de Alexandre Leal Postiglioni começou

Acompanhe os primeiros momentos do júri que está em andamento

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Alexandre Leal Postiglioni é acusado de participação na tentativa de homicídio de Juliano Cunha Schumacher, em 20 de agosto de 2018, nas proximidades do Baile do Cabo. Juliano, para que todos se lembrem, é irmão de Maicon Cunha Carvalho (Maicon Cadeirante).

Presidido pelo juiz Luis Filipe Lemos Almeida, os trabalhos tiveram início às 9h, com o sorteio dos jurados. Dos sete que compõem o conselho de sentença do povo de Dom Pedrito, dois eram homens e quatro mulheres.

Na sequência, o réu deu entrado no salão do júri, seguido da vítima, Juliano que na companhia de sua mãe, prestou seu depoimento, momento em que respondeu perguntas do Promotor de Justiça Francisco Saldanha Lauenstein, do advogado de defesa, Richard Noguera e do juiz presidente.

Juliano contou sobre o que se lembrava da noite do fato, quando foi alvejado por três disparos de arma de fogo, que atingiram o olho direito, ocasionando a perda de visão, um dos braços e uma das nádegas. Ele contou que depois do atentado, foi de bicicleta ao Pronto Socorro. Afirmou, agora com menos certeza que em seus depoimentos anteriores, que seria Alexandre quem pilotava a motocicleta utilizada durante a tentativa de homicídio.

Já Alexandre, negou estar pilotando a motocicleta e que estava em casa no momento do atentado, uma vez que nessa época, estava muito viciado em drogas. O Promotor lembrou que Alexandre responde a pelo menos três processos por tráfico de drogas, já tendo sido condenado em um deles.

Os debates

Iniciaram-se, então os debates. O representante do Ministério Público, após os protocolares cumprimentos, anunciou possuir farta prova documental, testemunhal e pericial a respeito da participação do réu na tentativa de homicídio que está sendo julgada. O detalhe interessante neste caso é que o autor dos disparos não foi, até hoje, identificado. A motivação do crime, embora não estivesse em questão, teria sido o próprio tráfico e Juliano poderia ter sido confundido com outra pessoa, visto que momentos antes passou em frente a uma “boca de fumo”, da qual teria partido a motocicleta com os criminosos.

Como era esperado, logo de início houve um incidente entre acusação e defesa, onde as partes iniciaram uma fala simultânea bastante acalorada, fato que já foi registrado em outros encontros entre o Promotor de Justiça Francisco Lauenstein e o advogado Richard Noguera, no que foi preciso a intervenção do juiz Luis Filipe Lemos Almeida. O promotor solicitou, então, a regulamentação dos apartes, no que a defesa se manifestou contrária. A partir daí, o juiz passou a decidir, regulamentando, então, o número de apartes para cada lado.

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