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QWERTY EDITORIAL – uma geração de inocentes

Frente ao fenômeno crescente da criminalidade, a sociedade se vitimiza diante do monstro que criou

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As manchetes não mentem. Diariamente jovens são presos e menores de idade são apreendidos. Sim, porque há um fato que talvez os leitores não tenham percebido – não existe bandido velho, a carreira de assaltante, traficante ou qualquer outro criminoso é muito curta, daí não existir uma lógica razoável em se dedicar a essa vida. Bom, o fato é um dos destinos é a cadeia, sejam as fundações de atendimento socioeducativo, sejam os presídios; o outro é a sepultura. Instalados nessas casas, eles teoricamente deveriam expiar os crimes cometidos, se reeducar e reintegrar na sociedade, mas que de fato promove justamente o contrário.

Seguidamente, nós da Qwerty Portal de Notícias acompanhamos operações policiais, abordagens, cumprimento de mandados de busca e apreensão. Nas casas e lugares onde são encontradas armas, drogas, objetos furtados, as vezes são detidas algumas pessoas, jovens na totalidade. Quando suas fotos e nomes são publicados em matérias e vídeos, não é raro aparecerem seus defensores, e aqui não falamos de advogados, prerrogativa que todo cidadão dispõe, falamos dos amigos, parentes e radicais populistas que veem nas ações das forças de segurança, ataques de injustiça aos menos favorecidos. Na visão desses defensores, as pessoas presas, lembre-se que são aquelas com quem foram encontrados drogas, dinheiro e outros objetos oriundos de práticas delituosas, são inocentes, perseguidos, e não merecem ter as suas identidades divulgadas.

Ora, quem são esses inocentes? Como a polícia teve a capacidade de prender pessoas de bem? Porque eles estão frequentemente nas notícias policiais?

A essas perguntas, sugerimos outras complementares: quem são os pais desses inocentes? Que tipo de educação eles deram aos seus filhos? Como essas famílias foram constituídas?

Em última análise, esses jovens inocentes, presos por policiais no dia de hoje, são o fruto da decadência da célula básica de toda a sociedade – a família. Alguns dirão que existem casos em que o indivíduo teve todas as oportunidades, a mais refinada educação e, no entanto, as drogas foram o início de um ciclo de queda moral, que fatalmente o levaram ao mundo da criminalidade. A isto, rebatemos com mais uma pergunta: o que a fartura material tem a ver com educação moral? E respondemos: nada, e frequentemente as facilidades são um fator desencadeador de comportamentos equivocados.

Mas essa geração de inocentes não veio do nada, ela foi criada por outra geração que a antecedeu, e que teve igualmente a sua parcela de responsabilidade na formação da sociedade atual. O que se vê hoje, não é o resultado de um problema atual, ele é apenas a ponta de um iceberg que tem sua base e sua origem em águas bem mais profundas.

É sabido que na base da maioria dos crimes cometidos atualmente está a droga, tanto o tráfico quanto o consumo. Se não houver medidas educativas de longo prazo que combatam essa epidemia, dificilmente se verá um quadro diferente deste que aí está. Até lá, os inocentes, os incompreendidos, os perseguidos continuarão sendo presos; seus amigos e parentes continuarão saindo em sua defesa e a imprensa seguirá mostrando o trabalho das forças de segurança, nessa contínua tarefa de enxugar gelo.

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