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Gestantes pedritenses em trabalho de parto terão que dar à luz em Bagé

O motivo é a não renovação do contrato entre a prefeitura/Santa Casa de Caridade e os médicos especialistas que trabalham em regime de sobreaviso

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O contrato entre a prefeitura de Dom Pedrito e os médicos especialistas que atendem em regime de sobreaviso findou em 31 de Janeiro. De lá para cá, as negociações entre a classe médica e o Executivo vem esbarrando em um empasse – o valor pago pelos serviços. A prefeitura alega não poder arcar com os percentuais solicitados. Já os médicos não aceitam o valor oferecido para que o serviço seja retomado. Hoje pela manhã (4), o prefeito Mário Augusto de Freire Gonçalves, a secretária de Saúde Lillian Camponogara, a secretária-adjunta Wanessa Machado se reuniram com o provedor da Santa Casa de Caridade de Dom Pedrito, Luiz Carlos Moraes Costa, representantes da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde e com os médicos que trabalhavam em regime de sobreaviso nas especialidades clínica obstétrica, pediátrica e cirurgia geral, serviços suspensos desde as 7h30min de hoje, de acordo com informação da prefeitura.

Em nota da Assessoria de Comunicação da prefeitura de Dom Pedrito, o Executivo diz que:

“ Os profissionais pedem reajuste de 40% no valor pago e melhoria nas condições de trabalho. Hoje, o valor pago a cada especialista é de R$ 498,00 nos dias úteis e R$ 1.132,00 nos finais de semana e feriados. Desse valor, 89% são pagos pelo município, através do repasse mensal feito à instituição e o restante, 11% é pago pela Santa Casa. Na reunião, prefeitura e Santa Casa ofereceram reajuste baseado no IGPM de 3,56% cada, proposta recusada pelos profissionais. Segundo o prefeito, os cofres públicos não podem arcar com o valor pedido pelos profissionais. Representantes da 7ª Coordenadoria sugeriram aos médicos que continuassem com o trabalho até que se consiga falar com a Secretaria Estadual de Saúde, buscando alternativa, o que também não foi aceito. O que fazer? Sem sucesso nas negociações, a orientação a todas gestantes é em primeiro lugar buscar contato com o médico que está fazendo o acompanhamento pré-natal. Caso não consiga atendimento procurar o Pronto Socorro, pois os médicos plantonistas farão o primeiro atendimento e já estão orientados para essa situação, que no caso de parto é o contato direto com o centro obstétrico de Bagé para recebimento da gestante. Também foi disponibilizada pelo município, em regime de plantão, uma ambulância para atendimento imediato em casos de emergência. O prefeito lamenta a situação e, em Porto Alegre agendará uma audiência com o Governo do Estado com a presença da 7ª Coordenadoria para tentar uma forma de recuperar o quanto antes o retorno desse importante serviço”.

A Qwerty tentou entrar em contato com a Secretária de Saúde, Lillian Camponogara, mas ela não atendeu nossas ligações.

O mesmo fizemos com o provedor Luiz Carlos Moraes Costa. Em resumo, Moraes disse que, se hoje, dia 4 de fevereiro, uma mulher chegar ao hospital em trabalho de parto, ela terá que se deslocar até Bagé, neste caso, em um veículo disponibilizado pela prefeitura. O provedor disse que segue com as negociações com médicos para que estes se sensibilizem e prorroguem o atendimento nos moldes do contrato anterior, e com a prefeitura para que faça uma proposta concreta e possa, assim, viabilizar a continuidade do atendimento.

O que dizem os médicos

A reportagem entrou em contato com a vice-presidente da Sociedade de Medicina de Dom Pedrito, Drª Silvana Piemolini Mozzaquatro, médica ginecologista. Ela nos confirmou que as negociações não avançaram com o poder Executivo e em decorrência disso, o contrato dos médicos especialistas não pode ser renovado. No entanto, a Santa Casa de Caridade de Dom Pedrito, está elaborando uma contraproposta que deverá ser apresentada e discutida em nova reunião. A esse respeito deverá haver, ainda, a manifestação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul.

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