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Qwerty Editorial – A Zona

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Calma! A zona de que falamos hoje não é a conhecida região do meretrício pedritense, local que os mais novos talvez nem tenham ouvido falar. Ficava onde hoje uma falada casa de “entretenimento noturno” parece ter assumido o título de sua prima mais velha. Mais deixemos isso para lá.

A zona a que nos referimos é a famosa “zona de conforto”, aquela que quase todos carregamos em maior ou menor grau. Esta zona, lugarzinho aconchegante em que nos refugiamos por um tempo, às vezes por uma vida inteira, é um artifício de que a alma humana se utiliza para evitar certas situações que causem desconforto. Longe de sermos especialistas na área da psicologia, falamos apenas do que observamos, e a observação faculta muito aprendizado, caso se saiba aproveitar.

A questão de que queremos tratar é o resultado de uma reportagem produzida pela equipe da Qwerty Portal de Notícias. Nela, pessoas de diversos bairros da cidade fazem a sua avaliação em relação aos dois primeiros anos de governo do atual prefeito e seu vice. Para a surpresa de muitos, a maioria das pessoas considerou a gestão de Mario Augusto e Alberto, como boa, apesar de praticamente não haver nenhum setor com avanços significativos. As pessoas, como que ficaram acomodadas em suas zonas de conforto. Acostumaram-se, por assim dizer, a este estado de coisas. A rua esburacada não lhe incomoda mais; o desemprego que faz pessoas jovens depender de esmolas públicas ou privadas, não causa mais espanto; a vida nesta cidade rica, mas de renda concentrada, passou a ser normal, etc. Certamente, a culpa não pode ser imputada somente aos atuais administradores, e nem é esta a intenção deste que vos escreve. Queremos, tão somente, demonstrar que o povo pedritense se acostumou a viver de braços cruzados, literalmente assistindo a vida passar, e o pior, sem a perspectiva de que a cidade possa mudar.

É preciso sair do lugar comum e isso implica em as pessoas darem a sua contribuição – “pedritenses melhores para uma Dom Pedrito melhor” – parece slogan de campanha, mas não é. Sem isso, será impossível esperar das autoridades e administradores algo que nós não fazemos, enquanto membros dessa comunidade.

Quem sabe comecemos por nos fazer as seguintes perguntas:

  • Que contribuição eu dou para que a cidade seja mais limpa? Será que é certo jogar o papel da bala na rua, quando guardar para colocar em uma lixeira seria o correto?
  • Será que estou escolhendo bem meus representantes na Câmara de Vereadores e prefeitura, ou apenas voto em branco ou naquele que me presta algum favor?
  • Será que, como exemplificou Jesus, estou apontando o cisco no olho do outro enquanto carrego uma trave em minha vista?

Quem sabe, refletindo sobre essas indagações possamos num tempo mais ou menos longo, ver essa terra do Ponche Verde ostentar outros títulos, que não só o de Capital da Paz.

Ainda falando na “zona” – a zona de conforto, talvez as futuras gerações consigam abandoná-la. Quem sabe os jovens se fazendo adultos, ergam a bandeira da inconformidade, batam na mesa, digam que não aceitam menos do que o descente, e Dom Pedrito, finalmente, comece a dar frutos e prospere.

Por isso a luz vermelha na imagem que ilustra este editorial. Ela simboliza o momento em que o ser para e desperta, reflete e segue o seu caminho com segurança.

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