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Exclusivo: Maicon Cadeirante é condenado a 20 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado

Réu foi julgado por porte ilegal de arma e pelo homicídio qualificado de Igor Soares Alves ocorrido na Santa Casa de Dom Pedrito

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Ocorreu nesta quarta-feira (12), o júri de Maicon Cunha Carvalho “Maicon Cadeirante”. O Réu foi julgado pelo homicídio de Igor Soares Alves, ocorrido em junho do ano passado no interior da Santa Casa de Dom Pedrito. Os trabalhos iniciaram na parte da manhã, o Juiz da 1ª Vara da Comarca de Dom Pedrito, Luis Filipe Lemos Almeida, disse aos jurados e aos presentes, como o júri iria funcionar. Logo em seguida, foram sorteados os jurados, e posteriormente o início do julgamento.

Inicialmente, Maicon prestou um depoimento onde contou como tudo teria ocorrido. Na sequência, o Promotor de Justiça, Leonardo Giron, tomou a palavra e explanou durante 1h30, onde teve a oportunidade de mostrar para os jurados que o réu deveria ser condenado pelos crimes cometidos naquele dia. Já no início da tarde, foi a vez do advogado de defesa. Ao final, os jurados decidiram pela condenação por porte ilegal de arma de fogo e pelo homicídio qualificado de Igor Soares. Maicon deverá cumprir vinte anos e três meses em regime inicial fechado.

Relembre o caso

Na manhã do dia 16 de junho de 2017, um adolescente de 17 anos foi morto a tiros no interior da Santa Casa de Dom Pedrito. Segundo informações, por volta das 7h15, a vítima, Igor Soares Alves, entrou em um quarto do hospital onde estava Maicon Cunha Carvalho, mais conhecido como “Maicon Cadeirante”, já com passagens pela Polícia. Conforme informações, Igor estava de acompanhante de seu avô e teria ido até o quarto onde estavam Maicon e mais duas pessoas internadas – uma delas, um indivíduo que também possui registro em sua ficha criminal.

No local, segundo o inspetor Lauro Telles, ocorreu um desentendimento entre as partes, quando Igor acabou sendo surpreendido por Maicon que desferiu alguns disparos de arma de fogo contra ele, sendo que um tiro atingiu o ombro e o outro o peito de Igor, que ainda correu por alguns metros, mas acabou caindo e logo depois vindo a óbito. Um homem que está internado no quarto onde iniciou o crime, quase foi alvejado por um tiro que passou próximo à sua cama. Pacientes, acompanhantes e funcionários da Santa Casa ficaram em pânico no momento do crime e acionaram a Polícia.

A Brigada Militar chegou rapidamente no hospital e prendeu Maicon, que negou ter cometido o crime. A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) estiveram no local para averiguar os detalhes do crime. Sobre a informação de que Igor estaria portando uma faca e, de posse dela, teria ameaçado Maicon, Telles informou à reportagem que a faca foi encontrada no local dos fatos e com o resultado de um exame de papiloscopia, a Polícia pretende confirmar se a faca era ou não de Igor. Esse é o terceiro homicídio no ano em Dom Pedrito.

Maicon tem registros por tentativas de homicídio e será encaminhado ao Presídio Estadual de Dom Pedrito, onde está à disposição da Justiça. O outro indivíduo e sua namorada, que estavam no quarto com Maicon, serão arrolados posteriormente como testemunha deste caso.

A Pronúncia

O Juiz da 1ª Vara da Comarca de Dom Pedrito, Luis Filipe Lemos Almeida, acolheu em setembro do mesmo ano, o pedido para pronunciar Maicon Cunha Carvalho, vulgo Maicon Cadeirante, pelo homicídio qualificado pelo perigo comum de Igor Soares Alves (art. 121, art. 121, §2, III, do CP) e porte ilegal do revólver .32 e 6 munições. Ainda segundo a decisão, Maicon, que hoje responde ao processo preso, não terá direito de recorrer em liberdade, sendo mantido na Casa Prisional. A acusação foi feita pelo Ministério Público.

Em 28 de março deste ano, os Desembargadores integrantes da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado, Sylvio Baptista Neto, Honório Gonçalves da Silva Neto e Jayme Weingartner Neto (Relator), decidiram, por unanimidade, rejeitar as preliminares e, no mérito, negar provimento aos recursos da defesa de Maicon Cunha Carvalho “Maicon Cadeirante”, mantendo a pronúncia do réu, acusado pelo homicídio de Igor Soares Alves.

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