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Transporte escolar: mais uma licitação deverá ser encaminhada para oito rotas

Secretária concedeu entrevista, que será exibida no Jornal das Oito desta quarta-feira

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Uma das principais dificuldades que o Executivo enfrenta é com o transporte escolar na zona rural. Oito rotas ainda permanecem sem o serviço que, após duas licitações desertas, terá um terceiro processo para tentar buscar interessados em suprir estas rotas. Este foi um dos assuntos tratados em entrevista com a secretária de Educação e Cultura, Melize Quadros Xavier, que será exibida no Jornal das Oito desta quarta-feira (28), às 20h, na Qwerty TV (http://tv.qwerty.com.br) e na página da Qwerty Portal de Notícias no Facebook.

“Mais uma vez estamos enfrentando uma situação delicada quanto à questão do transporte escolar”, reconhece a secretária, salientando que os custos do serviço, além da disposição geográfica do município, são dificuldades que contribuem para o não interesse das empresas. “Na última licitação, novamente, em oito rotas resultou deserta. O que nós tentamos fazer, para acelerar o processo: um contrato por dispensa de licitação”, comenta a secretária, assim, também foram tomadas outras medidas, como a alteração da idade mínima dos veículos – antes 15 anos, agora, 20, conforme a disposição legal permitida -, mas esbarrou na questão jurídica. “Como estamos entrando para uma contratação, porque houve uma licitação deserta, nós não poderíamos alterar em nada o memorial descritivo”, explica.

Melize pontua que um novo processo licitatório convencional deverá ser feito. Por enquanto, o sistema adotado para causar o mínimo de prejuízo – mesmo que inevitável – aos estudantes da zona rural é o rodízio. “Encontramos uma forma paliativa”, justifica. As escolas, assim, têm condições de manter certa regularidade de aulas. “Esta prática não é estranha às famílias do campo”, complementa a secretária, pois as dificuldades climáticas e de infraestrutura também ocasionaram, no passado, problemas para o seguimento do ano letivo.

Para adequação do sistema, alguns motoristas da Smec estão residindo no interior do município, para tentar suprir as falhas. “Estamos com motoristas dobrando rotas, manhã e tarde”, relata a secretária. “Estamos em um quebra-cabeça. Costumamos citar as escolas Anna Riet Pinto e Sucessão do Moraes que são maiores, mas temos as escolas da Tala, Sepé Tiaraju, que estão entrando neste rodízio”.

Questionada se alguma escola ainda permanece seu aulas, Melize diz que apenas a Estação Vacaiquá.

A secretária não deu um prazo para a próxima licitação – e possível resolução da questão – , até mesmo para não criar falsas expectativas. “O que mais pesa para nós (da Smec), no momento, é atender essas comunidades”.

Também se estuda a possibilidade de elaborar um calendário alternativo para as escolas do campo, sendo possível adaptá-lo para algumas situações diversas.

Perguntada se a próxima licitação resultar novamente em deserta, a secretária diz que deverá, neste caso, convocar uma reunião com os setores jurídicos do executivo e Secretaria de Governo para saber o que será feito para encontrar uma resolução final.

 

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