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Ministério Público pede auxílio da comunidade para chegar a responsável por envenenamento de cães

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O Ministério Público está investigando mortes de cães de rua por envenenamento. Durante o final de semana, pelo menos quatro animais foram vitimados. Os casos ficaram concentrados no centro. O promotor Francisco Saldanha Lauenstein diz que o MP precisa do auxílio da comunidade para chegar ao autor destes envenenamentos, pois a substância utilizada, a Estricnina, de venda proibida no Brasil, é de alta periculosidade e pode afetar seriamente, também, a saúde humana.

De acordo com o promotor, os envenenamentos são cíclicos, ocorrendo em um período de seis a sete meses, no município. “A mortandade de animais está ocorrendo na praça General Osório”, diz Lauenstein. A suspeita era que o veneno utilizado fosse Furadan ou Estricnina, mas constatou-se tratar do segundo. “Os dois são vendidos no Uruguai, portanto, há facilidade no acesso. As duas substâncias têm venda proibida no país”, aponta o promotor. Entretanto, o Furadan pode ser encontrado na internet.

Pelo menos quatro animais morreram por envenenamento, mas pode haver mais vítimas, de acordo com o promotor. Saldanha alerta que o responsável pelos envenenamentos espalhou alimentos – provavelmente carne – nos arredores da praça, onde dois animais morreram, enquanto outro morreu na rua Rio Branco, próximo à rua Borges de Medeiros e outro cão morreu próximo ao cruzamento das ruas Rio Branco e Júlio de Castilhos. Saldanha acrescenta que um cão foi encontrado morto dentro de um pátio, nas proximidades do escritório da CEEE, também apresentando sintomas de envenenamento.

Sintomas

O cachorro, após a ingestão da Estricnina, apresenta agitação, posteriormente convulsionando e vindo a óbito. O processo – de ingestão até a morte – leva cerca de meia hora.

Denúncias

Quem tiver informações que levem ao responsável pelos envenenamentos, pode entrar em contato com o Ministério Público, em horário comercial, através do telefone 3243-3217 ou através do plantão 24h – 999759303. Também é possível denunciar à Brigada Militar, através do 190 ou a Polícia Civil – 3243 1076. O promotor salienta que a denúncia pode ser anônima.

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