Há amparo legal, mas deveria existir uma conciliação, avalia coordenador regional da Inspetoria Veterinária sobre fiscalização

    Esteve no município ontem, quinta-feira (14), o coordenador da Secretaria de Agricultura na regional de Bagé – que abarca Dom Pedrito – Armando Otte. Ele participou de reunião com o prefeito Mário Augusto de Freire Gonçalves para debater a questão da fiscalização nas entidades tradicionalistas, assunto que ainda causa discussões acirradas nas rodas de conversa. Otte conversou com a reportagem da Qwerty Portal de Notícias e respondeu algumas dúvidas sobre o assunto.

    Questionado sobre o quadro que se apresenta, Otte pensa que deveria haver uma conciliação entre entidades e órgãos de fiscalização, mas deixa claro que há, sim, amparo legal na fiscalização que se pretende em entidades tradicionalistas. “Não se pode consumir sem inspeção, transportar sem documentação, abater sem fiscalização, mas há como fazer tudo isso sem polemizar, pois esta festa é a mais tradicional do Rio Grande do Sul”, salienta o coordenador.

    Armando avalia que a sugestão que se colocou, de um abatedouro local, que cobra para abater, ou compensa ficando com o miúdo e o couro é a solução mais viável e razoável. “A solução está desenhada, o que não deve haver é enfrentamentos”.

    Perguntado se produtos comprados em supermercados podem ser consumidos nas entidades tradicionalistas, Otte salienta que não há problemas, pois a legislação, neste caso, é voltada para prevenir as zoonoses. “Há zoonoses que os animais são portadores e contaminam o ser humano. Se na rede de frigoríficos e de abate há uma porcentagem de animais que apresentam estas doenças, esses que são abatidos nas propriedades também apresentam. Se não houver fiscalização, poderá contaminar humanos. Toda vida se abateu e se consumiu sem registros de pessoas ficarem doentes, mas isto é uma realidade e existe, precisa ser respeitado”, afirma.

    Otte salienta que é necessário ter bom senso. “É uma festa tradicional, que representa muito de nosso folclore, então vamos contemporizar e achar um meio termo. Abater em frigorífico é um jeito que resolve para todos”, frisa Armando.


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