Reportagem especial: calçadas em más condições e despadronizadas predominam em Dom Pedrito

Na semana passada, mostramos a questão dos animais de rua, notoriamente, cães que transitam pelas nossas vias dividindo o mesmo espaço com transeuntes, suscetíveis à maus tratos, além de serem fonte de zoonoses. Nesta semana, vamos mostrar algo que, por vezes, passa despercebido, mas pode fazer muita diferença na vida de algumas pessoas. Nossos passeios públicos, ou simplesmente calçadas, que são um reflexo da infraestrutura problemática de nossa cidade.

Buscamos abordar a questão sob o prisma da legislação, mas, também, humano. Portanto, conversamos com a secretária do Planejamento Luciane Moura e a vereadora e presidente da Aspedef, Terezinha Camponogara.

Luciane diz que o Executivo tem esta preocupação pelas visíveis debilidades dos passeios públicos. Ela relata que reunião com o Legislativo, foi possível olhar a questão sob amplos aspectos. “Ninguém faz uma calçada com obstáculo intencionalmente, as pessoas fazem por não conhecer, lhes falta informação”, observa a secretária, salientando que os passeios públicos precisam ser construídos de forma mais acessível.

Segundo a secretária, o passeio público é de responsabilidade do proprietário, e que, no processo de construção, a Prefeitura deveria ser consultada sobre o assunto, o que na maioria das vezes não ocorre. “Estamos montando um projeto (…), pretendemos lançá-lo em outubro, junto com a Feira do Livro, aonde vamos divulgar e mobilizar a população”, relata.

Perguntamos para a secretária sobre a prática de alguns comerciantes de exibir produtos nas calçadas ou utilizá-las para fins comerciais. A secretária esclarece que se pode utilizar 30% da área. “Ele precisa manter a área de circulação livre”, afirma.

Sobre a manutenção destes passeios, a secretária pontua que no projeto que está sendo elaborado, parte dele contempla a manutenção dos passeios públicos – muitos estão em péssimas condições, como pode ser presenciado nas imagens.

Para a presidente da Aspedef, Terezinha Camponogara, o Poder Público não corresponde ao seu papel, reflexo disso são os prédios públicos, pois a maioria possui condições inadequadas para receber pessoas com problemas de locomoção. A vereadora acredita que o Poder Executivo pode incentivar os proprietários para que estes tenham mais consciência sobre a forma correta de construir calçadas.

Terezinha diz que não há possibilidade de um cadeirante trafegar entre os bairros e o centro. “Propus ao Planejamento que se fizesse uma rua, que ligasse bairro/centro com condições de trafegabilidade”. A falta de condições adequadas é muito observada pelos usuários da Aspedef, relatou a presidente.

Durante nossas filmagens, presenciamos calçadas desniveladas, algumas destruídas pela falta de reparos, placas de publicidade e produtos tomando grande parte do espaço dos passeios públicos.

Este será o tema do programa Opinião da próxima segunda-feira (28), às 17h, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Qwerty Portal de Notícias e pela Qwerty TV (http://tv.qwerty.com.br). Não deixe de participar, sua opinião é muito importante.


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