Diretora da escola Anna Riet Pinto explica suspensão das aulas durante a quinta-feira; “Mães estão cientes”, afirmou

    Noticiamos, na quinta-feira (10), o descontamento de algumas mães de alunos da escola municipal Anna Riet Pinto pelo cancelamento das aulas, decisão tomada pela diretora, junto à supervisão responsável pelas escolas rurais. Na tarde de ontem, sexta-feira (11), fomos procurados pela diretora do educandário, Lilian Marques Goulart Bueno, que explicou à reportagem sobre os motivos da decisão – sendo este um expediente aprovado pelas responsáveis.

    Lilian mostrou a ata de uma reunião realizada no dia 27 de março. Consta neste documento, salientando trecho desta ata – que o leitor pode conferir abaixo – que nos dias chuvosos, espera-se pelo menos até dois dias para a retomada das aulas, para que as estradas ofereçam boas condições de trafegabilidade aos veículos – quatro ao total, entre um terceirizado e três do município -, que fazem o transporte tanto da escola Anna Riet quanto da escola Sepé Tiaraju.

    Segundo Lilian, os responsáveis também concordaram que para ter aulas, era necessário garantir a trafegabilidade dos quatro veículos. Os motoristas, relata a diretora, também não comunicam a escola quando carros apresentam problemas ou atolam na estrada, o que prejudica o andamento do ano letivo.

    A diretora argumenta que tentou contato com dois motoristas, mas as ligações caiam na caixa de mensagens. “As mães estão cientes, elas sabem que para ter aula, são dois dias após (a chuva). Choveu hoje, teria de ir os quatro carros buscar as crianças depois, no terceiro dia, não pegar só exclusivamente (os estudantes) no asfalto, onde o acesso não tem problemas. Elas (mães) são cientes, a secretária (de Educação Melize Quadros) é ciente e os motoristas também”, relata Lilian.

    Geralmente, os motoristas, quando não vão, não me comunicam. Eles não entram em contato com a direção. Não está tendo uma comunicação direta, mas eles são sabedores, que quando um não vai, os outros também não podem ir. Tentei contato com um motorista, na quarta-feira a noite, e só dava na caixa postal”, salienta. Ela complementa ainda que outro motorista, de uma empresa privatizada, recém-lotado na função, também acabou buscando algumas crianças. “Precisamos pensar nas crianças menores, mas algumas mães, de um jeito ou de outro, querem que o micro pegue seus filhos, independente das condições”, justifica Lilian, relatando que durante os 28 anos em que atua no educandário, sempre houve problemas com as estradas daquela localidade – subdistrito de Caveiras.

    Para recuperar os dias letivos perdidos, também há aulas dobradas durante as terças e quintas-feiras.

    Lilian salienta que estava preparada para ir até a escola na quinta-feira, para receber os alunos, mas quando soube que os dois motoristas que estavam transportando os alunos já estavam retornando, não observou necessidade de ir ao educandário. “Elas (mães) estão cientes do calendário escolar e das decisões tomadas”.


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