Operação “Donatello” desarticula quadrilha e prende indivíduo acusado de participar de assalto em Dom Pedrito

    Na manhã desta sexta-feira (21), por volta das 7h30, uma grande ação da Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar de Bagé, coordenada pelo delegado Cristiano Ritta, da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), desarticulou a organização criminosa “Zona Leste”, responsável por praticar assaltos nas cidades da região, entre os crimes, o ocorrido na semana passada, em Dom Pedrito. Um dos detidos foi Jiovane Rodrigues Cellas, vulgo “Secretário”, apontado como um dos participantes do assalto na semana passada.

    Esta operação também ocorreu simultaneamente em outras quatro cidades: Pelotas, Charqueadas, São Leopoldo e Porto Alegre, onde foram cumpridos 32 mandados, sendo 23 de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva.

    Uma equipe da Qwerty Portal de Notícias foi até a cidade vizinha acompanhar a operação que teve, também, caráter preventivo. O delegado Regional, Luís Eduardo Sandim Benites, afirmou que “esta operação tem um efeito muito importante, porque as pessoas não tem ideia do que está acontecendo no Estado”. Ainda de acordo com Benites, o Rio Grande do Sul está enfrentando sérios problemas de segurança, e para evitar maiores transtornos na região, a operação poderá dar um certo resguardo, retirando as cidades da Campanha de uma possível rota destes criminosos, acrescentando que tudo o que tem acontecido faz parte de um contexto muito maior.

    Segundo o delegado Cristiano Ritta, a operação Donatello foi idealizada através de investigações iniciadas em novembro passado, após a quadrilha assaltar uma joalheria em Bagé. “A partir deste fato, nós conseguimos notar uma forma de atuação criminosa que não tínhamos em nossa região, pois os assaltantes se planejaram inclusive para sequestrar o gerente desta empresa, passando a noite inteira com ele e sua família, utilizando de violência e agredindo as vítimas, para na manhã seguinte realizar o assalto”, pontuou o delegado.

    Ritta complementou salientando que o grupo utilizou, nesta ação, pessoas que vieram de outras cidades, demonstrando ser uma organização que não era comum na região, declarando ainda, que o grupo é comandado por Tiago Rafael Ledis Ferreira, que já foi preso diversas vezes, mas que hoje mora em Pelotas, de onde comanda as atividades do grupo. Ritta disse também que como eles não conseguiram terminar de assaltar a óptica, eles passaram a se capitalizar através do tráfico de drogas, acrescentando que ainda durante as investigações foram apreendidos quatro carros clonados, utilizados nos crimes.

    Ritta finalizou falando sobre o recente assalto ocorrido em Dom Pedrito, onde eles conseguiram levar diversas joias.

    Resultados da ação de hoje:

    • Uma prisão em flagrante com arma raspada e droga, uma preventiva que foi cumprida pela operação Donatello e o mesmo alvo está sendo preso por uma ação em Dom Pedrito, identificado como Jiovane Rodrigues Cellas vulgo “secretário”.
    • Prisão preventiva de um indivíduo identificado como Maicon, além de uma mulher e um detento do Presídio Regional de Bagé. Em Pelotas, foi cumprida prisão preventiva de Tiago, que também estava preso. Em Charqueadas, de outro integrante que também já estava recolhido no Presídio do Jacuí e em São Leopoldo, onde outros dois acusados foram encontrados.

    Donatello é um linguajar que os criminosos utilizam, como uma figura de linguagem para designar a palavra pintura, onde os integrantes que irão participar do assalto são convidados para participar de uma obra. Ela também é uma alusão ao grande Donato di Niccoló di Betto Bardi, chamado Donatello. Os assaltantes são os pintores, o assalto é a pintura e as armas utilizadas são os materiais.

    Além das prisões, foram encontrados 4kg de crack, arma e uma quantidade em dinheiro que seria utilizado para pagar a droga. Também foram apreendidas jóias que serão apresentadas às possíveis vítimas para reconhecimento. Esta é a maior apreensão de crack em 2017. Também no presídio foram recolhidos cinco celulares, três estoques e carregadores. Participaram da operação cerca de 90 policiais entre civis e militares.


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