Secretaria de Segurança e Mobilidade trabalha firme para que Bagé tenha sua guarda municipal em pleno funcionamento

Luiz Diego Soares, chefe de gabinete da Secretaria de Segurança e Mobilidade de Bagé (Foto: Elliézer Garcez/QPN)

Está em processo, na vizinha Bagé, a formação de uma guarda municipal. O anúncio da iniciativa foi feito pelo prefeito Divaldo Lara (PTB) durante a posse, como delegado regional, de Luis Eduardo Benites, ocorrida no mês de maio. A reportagem da Qwerty Portal de Notícias entrevistou Luiz Diego Soares, chefe de gabinete da Secretaria de Segurança e Mobilidade de Bagé, que contou mais sobre a iniciativa e os passos que serão dados até a consolidação do órgão.

A reportagem questionou Soares sobre processo – desde a ideia, até o anúncio da guarda municipal. Ele aponta que a Guarda é um projeto de campanha do atual prefeito de Bagé. “Desde o dia 1º de janeiro, quando assumimos, trabalhamos diretamente na guarda municipal, na questão legal e estrutural, que é bastante complexa. Não é simplesmente colocar pessoas com farda, mas aparelhar a guarda para oferecer segurança à população”, explica.

Soares também relata que foi feito contato com a guarda municipal de Cachoeirinha, considerada modelo no Estado. “Vieram em Bagé e explicaram como formaram a guarda e como se desenvolve por lá”, conta. Perguntado como será feito o processo de estruturação de pessoal do órgão, o chefe enfatiza que ainda estão no estágio da tramitação legal. “Existe uma lei que regulamenta a guarda municipal, entretanto, é uma lei muito vaga, que nunca foi colocada em prática. Já foi montada toda uma legislação para a guarda, com os cuidados para que a legislação fique da melhor forma possível. Já foi enviado ao Departamento Jurídico para avaliação e respaldo, se correto, para após encaminhar ao Executivo aprovar e enviar ao Legislativo para tramitar”, explica Luiz, ainda salientando que não há uma previsão certa para que a guarda efetivamente comece a trabalhar.

O trabalho, em parceria com as polícias Civil e Militar, também é fundamental para o êxito da guarda municipal. “Já tivemos reuniões com as duas instituições. A guarda municipal tem a função de auxiliar, fazer a fiscalização no centro, praças, escolas, para desafogar o trabalho das polícias, dando auxílio para que Polícia Civil e Brigada possam focar em suas tarefas principais”. Não se trabalhou no número de servidores que vai compor o órgão, já que é necessário verificar o impacto financeiro e os recursos livres para montar a guarda municipal. Portanto, ainda não se sabe quantos guardas haverá em campo, efetivamente, não contabilizando os funcionários administrativos.

Diego é enfático ao afirmar que a função da guarda municipal não é o combate extensivo ao crime. “Esta é função da Brigada Militar. A guarda municipal vai atuar, conforme a legislação, que permite a atuação do órgão nos prédios públicos, escolas e praças, realizando a segurança, liberando a Brigada Militar para ir onde a criminalidade é mais forte”, afirma.

Sobre os dados que apontam que Bagé é a 17ª cidade mais segura, dentro de sua faixa etária, Diego diz que se a guarda existisse anteriormente, Bagé poderia estar mais bem colocada neste ranking. “A guarda municipal, neste sentido, vai ajudar”.

O último questionamento que fizemos, foi se é tão difícil, para uma cidade como Dom Pedrito, criar uma guarda municipal – anseio de muitos munícipes. Soares diz que o mais importante de tudo é vontade. “Com boa vontade se consegue desenvolver. É necessária a qualificação técnica, como temos com o delegado Paulo Veras para desenvolver o sistema. Sentar e fazer a legislação e buscar os recursos. Dom Pedrito, acredito que não se pode deixar ampliar a criminalidade, precisa-se criar formas de coibir a violência”.