Acusados de matar Altir Goularte Tarouco são condenados a mais de 26 anos de reclusão

    Na última segunda-feira (15), ocorreu na Comarca de Dom Pedrito, o julgamento de Nathanael Peçanha Dutra e Joel Vargas Martins, ambos acusados pelo homicídio duplamente qualificado de Altir Goularte Tarouco. O júri decidiu que os dois réus foram culpados pelo crime, sendo Nathanael condenado a 26 anos e oito meses e Joel a 28 anos e oito meses de reclusão em regime fechado.

    Ministério Público

    O MP mostrou as provas usando da palavra pelo período de duas horas e meia. Em sua fala, o Promotor João Francisco Ckless Filho, sustentou a condenação dos réus por homicídio duplamente qualificado de Altir, furto qualificado e incêndio, com imediata execução da pena.

    Defesa

    Por sua vez, a defesa de Joel, sustentou o reconhecimento da privilegiadora do domínio de violenta emoção, com o afastamento das qualificadoras. Já a defesa de Nathanael, pediu o afastamento das qualificadoras, pontuando as atenuantes da confissão (quanto ao furto e incêndio).

    Relembre o caso

    “No dia 27 de fevereiro de 2011, por volta das 23h, na Rua Abreu Fialho, Nathanael Peçanha Dutra juntamente com Joel Vargas Martins, em conjugação de esforços e comunhão de vontades, por motivo fútil e mediante a utilização de recurso mataram a Altir Goularte Tarouco. Na ocasião, Nathanael e seu comparsa se encontravam na residência da vítima, quando houve um desentendimento entre esta e o acusado, que tinha relação de amizade com a vítima. Então, ambos amordaçaram Altir com um pedaço de pano branco, e desferiram contra a vítima golpes com uma faca, causando-lhe diversos ferimentos. As lesões resultaram na morte da vítima, em razão do ferimento perfuro-inciso de pescoço e abdome, conforme conclusão apontada pela necropsia. O crime foi cometido por motivo fútil, pois ocorreu em razão de um mero desentendimento entre Altir e o denunciado Nathanael.

    Após matarem Altir, os dois subtraíram também seu aparelho de telefone celular e sua carteira, a qual continha diversos documentos da vítima e a quantia de aproximadamente R$ 200,00 (duzentos reais). Posteriormente, eles descartaram o aparelho de telefone celular e a carteira contendo os documentos de Altir, porém se apropriaram da quantia em dinheiro.

    Nathanael, juntamente com o outro acusado, com a finalidade de assegurar a ocultação ou impunidade dos outros crimes, ainda atearam fogo ao corpo de Altir, dentro da casa do mesmo, com intuito de eliminar os vestígios do homicídio e do furto, colocando em risco os móveis e demais objetos que se encontravam no interior da residência, pertencentes aos sucessores de Altir”.