Lixo do Cemitério Municipal será transportado para Aterro Biológico

    Problema bastante polemizado durante a administração anterior, quando o lixo gerado dentro do Cemitério Municipal – inclusive o material oriundo das exumações (roupas, caixões, calçados, etc) – era depositado em um local nos fundos da necrópole até lhe ser dado destino, vem se repetindo no governo atual. Os leitores haverão de recordar que, em 2016, por diversas vezes, houve quem, por vandalismo, colocasse fogo naquele material, ocasionando compreensíveis protestos da vizinhança pela fumaça tóxica gerada.

    A propósito da situação atual, o secretário de Obras, Viação e Serviços Públicos, Jorge Vogel, disse dias atrás que o referido lixo está sendo temporariamente acondicionado em bags até, posteriormente, uma carga ser transportada pela empresa Ansus (que ainda não definiu data para tanto) até a cidade de Cachoeirinha, onde existe um Aterro Sanitário para lixo biológico. “O contrato entre o município e a empresa não prevê coleta e transporte desse tipo de material. O serviço será uma cortesia da Ansus para com o município”, depôs Vogel.

    Por sua vez, ontem (25), a diretora do Departamento de Meio Ambiente (Dema) da prefeitura, bióloga Carolina Goulart Munhoz, confirmou que a Secretaria de Obras já solicitou ao seu Departamento, através da engenheira Camila, que é secretária adjunta, a orientação técnica necessária à construção de um depósito para aqueles resíduos do cemitério. A propósito, o geólogo do Dema, Bruno Menegon, explica que “(…) o local deve ter piso impermeável, canaletas de segurança, enfim, medidas de contenção para aquele material a ser ali depositado”.

    O que equivale dizer: a busca de uma solução definitiva já acontece em termos de depósito do lixo no cemitério. Resta saber, depois, se o transporte periódico das cargas até o Aterro Sanitário de Material Biológico, em Cachoeirinha, continuará sendo procedido pela Ansus, e, se assim o for, se o serviço seguirá desenvolvido em caráter de ‘cortesia’ para com o município ou haverá necessidade de um aditivo ao contrato atual ou, quem sabe, até uma outra licitação precise ser realizada.

    Por: Silvio Bermann

    Jornalista – MTE 18.189