Irga alerta para a previsão climática deste segundo trimestre

    O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) alerta para a previsão do clima deste segundo trimestre – abril, maio e junho, no estado. As previsões do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) indicam chuvas acima da média histórica em parte da Fronteira Oeste, Campanha e Zona Sul do Rio Grande do Sul, para os próximos três meses.

    Analisando as previsões de outros institutos, observa-se algumas diferenças, pois alguns indicam chuvas acima do normal para o próximo trimestre no Rio Grande do Sul, enquanto outros indicam chuvas dentro do normal.

    O Oceano Pacífico continua apresentando características de neutralidade nas condições de Temperatura da Superfície do Mar (TSM). Com isso, as chuvas nos próximos meses deverão ser comandadas pelos fenômenos locais, como as frentes frias.

    Uma área do Oceano Atlântico Sul está com as águas mais aquecidas desde o final do ano, mas o aquecimento vem diminuindo de intensidade. Esse aquecimento anormal acaba trazendo mais umidade ao Rio Grande do Sul, principalmente no Centro-Leste do estado, muitas vezes ocasionando mais chuvas nessa região.

    O International Research Institute for Climate and Society (IRI), da Universidade de Columbia-EUA, indica neutralidade até a metade deste ano. Para o segundo semestre, há 60% de probabilidade para que ocorra o El Niño.

    Vale ressaltar que as previsões durante o período do outono não têm muita confiabilidade, por isso é importante o monitorando nos próximos meses. O orizicultor precisa ficar atento à previsão de curto prazo, para minimizar os impactos de possíveis temporais (com risco de vendavais e granizo) na reta final da colheita do arroz e também da soja.

    Ao término da colheita, é importante que os orizicultores façam a limpeza e manutenção dos drenos, antecipem as reformas de bueiros e pontilhões, assim como os reparos nas barragens e vertedouros. Também é fundamental fazer o preparo antecipado do solo, uma vez que sempre há riscos de chuvas volumosas na primavera e isto poderá definir o plantio da próxima safra na época recomendada.

                                                                                                                Texto: Ascom Irga
                                                                                        Edição: Denise Camargo/Secom


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