Despesas municipais atingiram quase R$ 90 milhões em 2016; Veja os dados de Dom Pedrito e outras cidades da região

    (Foto: Divulgação)

    O Ministério Público de Contas (MPC) do Rio Grande do Sul publicou resultado das despesas das prefeituras e câmaras de vereadores do Estado. A Prefeitura pedritense finalizou o ano com quase R$ 90 milhões em despesas, enquanto o Legislativo somou mais de R$ 3,5 milhões. O estudo também detalha gastos com diárias e publicidade em cada Poder, além de quanto custou, em média, ao cidadão.

    Dom Pedrito

    Em 2016, as despesas da administração pedritense foram de R$ 89.727.806,23. Cruzando estes dados, é curioso observar que os gastos públicos vêm aumentando anualmente, desde 2010. Consultamos a base de dados econômicos da Fundação Estadual de Economia (FEE), segundo o apurado, em 2010, o total de gastos municipais foi de R$ 50.874,119; em 2011, R$ 57.177, 233; em 2012, R$ 62.776,677; em 2013, R$ 65.087,550; em 2014, 71.161,845 e; 2015, R$ 79.169,188.

    As diárias pagas pelo Executivo em 2016 foram de R$ 539.029,08 (0,60% do total), custando R$ 13,53, em média, a cada munícipe. Os gastos em publicidade foram de R$ 8.163,50.

    O Legislativo pedritense teve como total de despesas, em 2016, R$ 3.763.025,49. As diárias gastas pela casa foram de R$ 45.047,00. Um fato curioso é que a Câmara não gastou com publicidade.

    Outros municípios da região

    Aceguá

    O Poder Executivo de Aceguá teve como despesas, em 2016, R$ 20.974.983,32, os valores empenhados em diárias foram de R$ 122.183,97. O Legislativo de Aceguá terminou o ano com R$ 1.053.737,58 em despesas, já em diárias, R$ 52.368,75.

    Bagé

    As despesas totais da administração bajeense foram de R$ 264.119.681,92. O total de diárias pagas pelo município foram de R$ 1.306.246,65. Um fato que chama atenção são os gastos com publicidade: mais de R$ 150 mil. A Câmara de Bagé teve, como total de despesas, R$ 9.686.399,87, em diárias: R$ 123.782,50.

    Santana do Livramento

    O Executivo santanense finalizou 2016, com gastos totais de 132.112.122,93, em diárias, 1.305.247,94. As prefeituras regionais têm registrados gastos, em dois dígitos em publicidade: Livramento investiu R$ 13.350,02 em mídia. A Câmara de Vereadores registrou gastos totais de R$ 7.075.231,13, em diárias, R$ 123.151,30. Em publicidade, o Legislativo santanense gastou impressionantes R$ 61.586,14.

    Rosário do Sul

    Segundo MPC, as despesas do Executivo rosariense foram de R$ 74.910.447,09. Rosário do Sul gastou com diárias: R$ 729.333,96. O Legislativo rosariense finalizou o ano com despesas totais de R$ 3.498.306,66, destes, R$ 187.065,23 em diárias. Chamou atenção, também, os gastos em publicidade do Legislativo: R$ 14.326,00.

    São Gabriel

    As despesas do Executivo da vizinha São Gabriel foram de R$ 99.851.049,21, em diárias, R$ 545.922,18. O Legislativo terminou o ano com R$ 5.617.670,6, e isso sem gastar nada em publicidade. As diárias registradas pela Câmara foram de R$ 264.762,01.

    Caçapava do Sul

    Outrora grande centro de mineração, Caçapava do Sul (re)vive a expectativa (ou não) de retornar ao meio de produção. O Executivo terminou o ano totalizando R$ 82.612.480,54 em despesas, sendo R$ 447.488,69 em diárias. O Poder Legislativo de Caçapava totalizou despesas de R$ 2.826.471,52, em diárias, R$ 57.896,00.

    Lavras do Sul

    O Executivo lavrense finalizou 2016 com despesas totais de 24.736.974,62, em diárias, R$ 387.452,73. Já o Legislativo, R$ 1.106.661,39, totalizando R$ 92.463,8, sem gastos registrados em publicidade. Lavras também vive a expectativa da mineração, através exploração de fosfato, mineral utilizado na composição de agrotóxicos.

    Todos os municípios registraram um aumento em seus gastos, o que culminou em maiores despesas, cada qual com peculiaridades, o que torna difícil uma análise objetiva. Por força de lei, a União exige que os municípios empenhem uma porcentagem mínima de verbas em educação e saúde, que a cada ano exige mais investimentos, além da infraestrutura. Neste sentido, Dom Pedrito é um caso à parte, por estar inserido em um contexto plenamente agrícola e pelo território extenso, com grande parte de suas terras aproveitadas para a produção de grãos e animais. Sendo assim, investimentos na infraestrutura rural e na manutenção de maquinário consomem recursos.