Filme gravado em Dom Pedrito é premiado no Festival do Rio

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    Produção cuja maior parte das gravações ocorreu no distrito de Torquato Severo, no município de Dom Pedrito, o longa-metragem “Mulher do Pai” foi um dos filmes premiados no 18º Festival do Rio.

    A produção gaúcha conquistou três dos 13 principais prêmios da mostra: melhor direção de ficção, para Cristiane Oliveira; melhor atriz coadjuvante, para Verônica Perrotta e melhor fotografia, para Heloisa Passos.

    O filme, gravado no ano passado, conta a história da personagem Nalu, uma adolescente que precisa cuidar do pai cego depois da morte da avó, a qual criou os dois como se fossem irmãos, numa modesta casa perto da fronteira Brasil-Uruguai.

    Quando Ruben percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, surge uma perturbadora proximidade entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosário, uma professora uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

    O longa-metragem teve coprodução com o Uruguai, através da Transparente Filmes, capitaneada por Diego Parker. O projeto foi contemplado pelo Edital de Coprodução Brasil-Uruguai, promovido pela Ancine (Brasil) Icau (Uruguai) e pelo Ibermedia (programa de apoio à produção ibero-americana).

    Em dezembro de 2014, “Mulher do Pai” já havia sido premiado também no FSA pela linha Prodecine 05/2014 (voltada para filmes de longa-metragem autorais), o que garantiu a viabilização da obra.

    Folha do Sul

    Veja os principais vencedores do 18º Festival do Rio

    Melhor longa de ficção — Fala comigo, de Felipe Sholl
    Melhor longa documental — A luta do século, de Sérgio Machado
    Melhor direção de ficção — Cristiane Oliveira, por Mulher do pai
    Melhor direção de documentário: Sérgio Oliveira, por Super orquestra arcoverdense de ritmos americanos
    Melhor atriz – Karine Teles, por Fala comigo
    Melhor ator – Nelson Xavier, por Comeback, e Julio Andrade por Redemoinho eSob pressão
    Melhor atriz coadjuvante — Verónica Perrotta, por Mulher do pai
    Melhor ator coadjuvante – Stepan Nercessian, por Sob Pressão
    Melhor fotografia — Heloisa Passosm por Mulher do pai, e Fernando Lockett, por Superorquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos
    Melhor montagem — Marcio Hashimoto, por Era o Hotel Cambridge
    Melhor roteiro — Martha Nowill e Charly Braun, por Vermelho Russo
    Melhor curta-metragem — O estacionamento, de William Biagioli
    Prêmio Especial do Júri — Redemoinho, de José Luiz Villamarim
    Menção honrosa direção de documentário — Marcos Prado, por Curumim
    Menção honrosa curta-metragem — Demônia, um melodrama em 3 atos, de Fernanda Chicollet e Cainan Baladez