Projeto “Sentir para Ver” tem emocionado público que vai até a Feira do Livro

Somos todos iguais, mesmo com todas as nossas diferenças e limitações e, sim, devemos respeitar nosso semelhante e valorizar um pouco mais tudo o que Deus nos deu. Com esse propósito, o estúdio fotográfico Ricordare está apresentando o projeto Sentir para Ver, que tem emocionado muitas pessoas nesta 12ª edição da Feira do Livro de Dom Pedrito.

A idealizadora do projeto é Paula Fischer, proprietária do estúdio, e ela conta a história de duas meninas, Manuela e Diuli – essa última trata-se de uma menina que nasceu com deficiência visual. Diuli estuda na Escola Getúlio Dorneles de Vargas – CIEP. Já Manuela, muito comunicativa, estuda na escola Urbano das Chagas.

Paula conta que desde que recebeu o convite para participar da Feira do Livro deste ano, pensou em fazer algo diferente. “Quando começamos o projeto me veio em mente mesclar fotografia com alguém que nunca enxergou. Fui até a Associação Pedritense dos Deficientes Físicos (Aspedef) e me indicaram a Diuli, que fazia uma semana que havia começado a ser atendida lá. Me disseram que para mim chegar até ela eu deveria ir até o CIEP. Chegando na escola, falei com a professora da classe especial, que me levou até a Diuli e desde o primeiro momento tivemos uma ligação muito forte entre eu e ela”, contou Paula à reportagem da Qwerty Portal de Notícias.

Como queria fazer um projeto sobre inclusão social, Paula contou que decidiu chamar uma segunda criança, quando acabou indo até a Escola Urbano das Chagas e pediu às professoras da instituição que lhe indicassem uma menina que tivesse facilidade de se comunicar. “Foi meio engraçado, pois três professoras ao mesmo tempo falaram o nome da Manu”.

Com as duas protagonistas do projeto escolhidas, Paula começou a conviver um pouco com as duas meninas, inclusive participando ainda mais do dia a dia de Diuli em sala de aula – até para entender um pouco mais a vida da menina. Com Manuela, carinhosamente chamada de Manu, não foi diferente. Paula, auxiliada pelo produtor multimídia da Qwerty Portal de Notícias, Léo Vitor Prates, gravou áudios das meninas na Praça General Osório, para que o projeto tomasse corpo. “Primeiro foi só a Diuli, depois a Manu e depois as duas juntas. Aí foi quando tudo deu certo. Tinha que haver a junção delas pra fazer sentido o projeto”, revela.

O projeto funciona da seguinte forma: o visitante entra em um ambiente sensorial, onde tem os seus sentidos e a emoção trabalhados. Visite o estande do Estúdio Ricordare e conheça esse projeto que tem emocionado a todos que tem ido até o evento.