Homem com problemas psiquiátricos põe fogo em sua própria residência


    No final da manhã desta segunda-feira (03), por volta das 11h, um homem identificado como Carlos Alberto, 40 anos, ateou fogo em sua própria casa na rua Davi Canabarro, na Vila Argeni. De acordo com depoimento de diversas pessoas que estavam no local, ele sofre de problemas psiquiátricos e, após a perda dos pais, teria ficado mais agressivo.

    Equipes do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Brigada Militar foram acionados para a atender a ocorrência. Diversas pessoas e curiosos começaram a se aglomerar nas proximidades do local – e neste ponto é importante destacar, que muitas vezes essa postura pode acabar atrapalhando o trabalho de quem realmente tem que agir nestes casos.

    Ainda conforme informações, inicialmente, ele começou com depressão em função da perda dos pais e, nos últimos dias, vem se tornando cada vez mais agressivo. Alguns vizinhos dão comida para que ele possa se alimentar, mas evitam se aproximar, pois tem medo da reação de Carlos.

    “Alguns dias atrás a Brigada Militar foi acionada para levar ele, pois estava correndo algumas crianças com facão, demonstrando o perigo de machucar ou matar alguém sem querer”, disse uma das testemunhas.

    “Nós que somos vizinhos, corremos hoje o risco de ver nossa casa pegar fogo por isso, queremos pedir ajuda as autoridades competentes que tomem uma providência antes que algo pior venha acontecer”, relatou o vizinho de Carlos, acrescentando que ele precisa de ajuda e que a internação neste momento é uma questão de segurança, pois é desumano a maneira como ele vive.

    Conversamos, no início da tarde, com a Secretária da Ação Social, Adriana Peixoto da Fonseca, e ela nos informou que casos que envolvam pessoas com problemas psiquiátricos são mais direcionados ao Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS).

    Imediatamente, entramos em contato com Wagner Vargas, Técnico de Enfermagem do CAPS, que nos confirmou as solicitações, dizendo que inclusive o Ministério Público solicitou uma avaliação de Carlos, o que já foi feito. Ainda segundo Wagner, existem alguns entraves que acabam adiando a internação de pacientes com este problema como por exemplo, a necessidade de uma decisão judicial para agir.

    Nesta reportagem, não poderíamos deixar de destacar e elogiar a atitude, presteza e preparação do Sargento Elvori De Vargas, que conseguiu conversar e convencer Carlos a entrar na ambulância do SAMU, sem a necessidade de ter que algemá-lo e nem mesmo imobiliza-lo – visto que na visão de todos que ali estavam, tratava-se de um paciente agressivo.

    Carlos Alberto foi encaminhado pelos socorristas ao Pronto Socorro, onde está sendo atendido.


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