Qwerty Escola expõe trabalhos no Simpósio do Agronegócio realizado na Unipampa

Através de projeto elaborado pelo professor Rodrigo Lisboa, sob coordenação da administradora Caroline Mainardi, com a realização da Universidade Federal do Pampa – Campus Dom Pedrito, em uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Agronegócio – PPGAGRO e com o apoio do Curso Superior de Tecnologia em Agronegócio e do PET Agronegócio, nos dias 5 e 6 de setembro ocorrerá, em Dom Pedrito, o I Simpagro – Simpósio do Agronegócio, o qual terá como temática da sua primeira edição “Gestão, inovação e sustentabilidade na Campanha Gaúcha”.

A Qwerty Escola de Educação Profissional expôs três trabalhos no evento, que chamaram bastante a atenção de todos. Os alunos que expuseram seus trabalhos estavam acompanhados da coordenadora do curso, professora Izabella Quadros e da professora Bruna Obes. Confira os trabalhos:

Tratamento de Sementes Aliado à Tecnologia

Alunos: Fernanda Marchezan Barchet; Kleyton Cordiel; Thiago Soncini; Silvio Aloy; Vanderson Motta; William Silveira; Renato Minuzzi – 4º módulo do curso técnico em agronegócio.

O principal objetivo era unir agronegócio e a tecnologia, trazendo benefícios a todos. Para isso, os alunos contaram com o auxílio do professor do curso de robótica da Qwerty Escola, professor Alisson Donicht, que disse que o objetivo era mostrar como o agronegócio e a tecnologia podem caminhar juntos.

“Então pensamos em utilizar os robôs do curso de robótica da Qwerty Escola. Os robôs foram adaptados para cumprirem diferentes funções de forma totalmente autônoma, e isso foi possível graças a capacidade de programação dessas máquinas. Dessa forma os robôs realizaram diversas tarefas, desde acionar mecanismos, até carregar sementes por um determinado trajeto”, explica Alisson.

O trabalho dos alunos explicou que o tratamento de sementes é um conjunto de práticas que tem como objetivo garantir que a semente fique protegida mesmo passando por adversidades no clima e no solo, podendo se desenvolver com sucesso. A semente, por ser o veiculo de transmissão de patógenos, precisa ser tratada de forma adequada, respeitando os limites de dosagem e, caso isso não ocorra, é possível que a população de plantas da lavoura seja reduzida.

O tratamento de sementes feito na propriedade requer a contribuição de um colaborador desde o inicio do processo este que, muitas vezes, ao não usar EPI correto, acaba se intoxicando e trazendo riscos a sua saúde. A ideia proposta visa reduzir a exposição do colaborador durante o processo, sendo o mesmo feito por meio de tecnologia desenvolvida para tratamento de sementes. O processo inicia-se com a elaboração da calda (mistura do produto com a água) posteriormente entrando em contato com a semente, realizando a mistura tornando-a homogênea.

“O evento foi muito produtivo. A cidade gira em torno do agronegócio e na exposição vários jovens puderam mostrar seus trabalhos e projetos”, disse a aluna Fernanda.

Bem Estar Animal: Na Era da Qualificação da Carne Bovina

Aluna: Patrícia Rodrigues Alves – formada no curso técnico em agronegócio

A introdução do trabalho de Patrícia mostrava que para o sucesso de uma empresa agropecuária, é preciso ter um bom manejo, implantando essa simples ferramenta que é o Bem Estar Animal.

A aluna também fez uma pesquisa com diversos consumidores em geral, onde coletou os seguintes dados:

Pergunta: Você tem conhecimento como esses animais que originam tais produtos que você consome são criados?

39 pessoas (57,42%) responderam sim e 29 pessoas (42,6%) responderam não.

Pergunta: Você se preocupa com os métodos de criação e abate dos animais?

Nesta pergunta, 52 pessoas (77,6%) responderam sim e apenas 15 (22,4%) disseram não.

Pergunta: Você sabia que o Bem Estar Animal está relacionado a qualidade da carne que vai parar na sua mesa?

60 pessoas (88,2%) responderam sim e apenas 8 (11,2%) responderam não.

“Foi com muita honra que recebi o convite da Qwerty Escola para representá-la no Simpósio do Agronegócio da Unipampa, com meu trabalho voltado para a pecuária de corte, com o assunto Bem Estar Animal (BEA): Na Era da Qualificação da Carne Bovina. O BEA nada mais é que uma ferramenta de gestão, que se bem aplicada eleva a qualidade e a rentabilidade do produto, pois não basta ter genética e uma boa nutrição se o manejo com os animais dentro da propriedade não está sendo correto. Participar do Simpósio foi de grande importância, uma vitrine para quem está começando e quer dar sequência ao seu projeto e ver que todo o esforço de praticamente 1 ano de estudos, pesquisas e desenvolvimento prático, não chamou a atenção apenas de alunos que por lá estiveram, mas também de grandes nomes na área da produção e do comportamento animal, que me estimularam a dar continuidade e a investir neste caminho, procurando evoluir cada vez mais”, disse Patrícia.

Sustentabilidade no Campo com a Rotação de Culturas

Aluno: Willian Leguiçamo Machado – formado no curso técnico em agronegócio

A introdução do trabalho de Willian levou a informação que nos últimos anos ocorreram grandes avanços tecnológicos na agricultura moderna. Os produtores rurais mais exigentes acompanham essa evolução, justificando os investimentos com base nos resultados obtidos em aumento na produtividade e menores custos de produção, mas para isso é indispensável a adoção de técnicas de manejo produtivo que possam promover a sustentabilidade no setor rural.

Em entrevista, Willian explicou que foi um trabalho elaborado a partir do conhecimento recebido em sala de aula pela Qwerty Escola.

“Foi um trabalho que realizei pesquisas durante o meu estágio, quando escolhi um produtor que estava passando por uma série de dificuldades, infestações de pragas, plantas daninhas e um número expressivo de perda por erosões em suas propriedade, número expressivo de compactação de solo. O produtor trabalhava apenas com plantação de soja e com plantio de arroz, em uma propriedade grande, de quase mil hectares. Ele também tinha um alto nível de tecnologia, trabalhava com irrigação por pivô central. Porém, se tratava de uma propriedade que não era bem manejada. Então, somando todos esses processos, ele tinha um custo de produção muito alto e uma receita que não era tão alta assim.

Então oferecemos nosso projeto e ele topou que o mesmo fosse introduzido em sua propriedade. Fizemos com que existisse uma rotação de cultura, não deixando que o solo ficasse degradado; pois sabemos que um fator que leva a degradação do solo é o mesmo estar descoberto. Então, o solo estava sempre coberto.

Sugerimos a ele que ele também fizesse a aquisição de algumas cabeças de gado, pois ele tinha problema na resteva de arroz, pois o solo ficava muito pesado. Daí colocamos o gado para diminuir essa palhada, o sistema de irrigação pivô central também para produzir a pastagem e assim chegamos a conclusão que é de grande valia investir na prática de manejo por rotação de cultura, onde o produtor viu que o seu custo de produção diminuiu e sua receita aumentou. 

Esse sistema de irrigação está sendo implantado em 4 propriedades de Dom Pedrito e Bagé e os produtores estão aderindo bastante. Tudo isso eu aprendi nas aulas como já frisei e foi de grande valor. Agradeço a oportunidade que a escola nos deu, pois pudemos expor o conhecimento que nos foi repassado pelos professores e foi muito legal, pois tivemos bastante visitas em nossos estandes, com muitas pessoas elogiando os trabalhos da Qwerty. Creio que cada vez mais venham a ter esses eventos e que as pessoas busquem ainda mais por conhecimento, pois sabemos que Dom Pedrito tem um grande potencial educacional na área do agronegócio”, finalizou.